Êxtase
Uma troca de olhares,
Ela decote generoso e arrojado,
Ele peito musculado e abdominais firmes,
Atléticos, comprometidos sem compromisso,
Carícias intensamente arrepiantes,
O pé dela toca suavemente as pernas dele,
Delicados e profundos beijos no pescoço,
Os dedos a deslizar suavemente pelas costas...
...afagando as coxas e pernas,
Movimentos frenéticos das mãos,
Descobrindo cada pedaço de corpo nu ou vestido,
Abraços apertados e afagos do cabelo,
Respirações cada vez mais intensas e ofegantes.
As roupas já descompostas não aguentarão muito mais vestidas,
Começam aliás a ficar espalhadas desordenadamente,
Pelo chão, pelas cadeiras, pelo sofá, por todo o lado,
Atiradas ou despidas desenfreadamente,
Corpos em êxtase total,
Arrepios apoderam-se de cada milímetro de pele,
A mente já só respeita feromonas testosteronas,
O resto da vida e do mundo não existe agora,
Corpos cada vez mais cúmplices,
Embrulhados, emaranhados, confinados num só,
Duelo intenso onde os jogos de sedução já se foram,
Batalha intensa em torrentes de suor,
Que brotam interminavelmente dos corpos despidos,
Luxúria, volúpia, lascívia, saciando os mais intensos desejos,
Até á explosão final, satisfação mútua e plena,
Derradeiros segundos onde posteriormente,
Inevitavelmente chegará a libertação da prolactina,
E a redução temporária da atividade de córtex cerebral.
A sexualidade faz parte das vidas dos seres humanos,
No fim fica o gozo e o prazer sentidos,
A pouco e pouco o ritmo cardíaco regressa ao normal,
Corpo, mente e alma satisfeitos,
Necessidades biológicas, anatómicas e fisiológicas saciadas,
Acalmia, relaxamento, repouso...
Fugazmente apaixonados, realizados.
Pedro Albuquerque

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