Fim de semana pela aldeia,
Terapia das terapias,Beber o néctar do silencio,
Mente despida,
O acasalar dos pássaros intenso e frenético,
Brisa que me sopra e refresca,
Tranquilas brincadeiras de crianças,
Eu em mim,
Preenchido e completamente vazio,
Amando os meus,
Despreocupado,
Resilientemente apreciando o bom da vida,
Um bom petisco, um copo de vinho,
Uma conversa desinteressada,
Interessante,
Por vezes sábia,
Pessoas reais puras e sinceras,
Amigos para a vida,
Parte de mim, do meu coração,
Serenidade.
Na aldeia não é sempre tudo bom e fácil,
Há a distância, a falta de meios e recursos,
Por vezes podemos sentir-nos abandonados ao destino,
As comunicações são para cidadãos de segunda,
No inverno as tempestades são mais intensas e dificeis,
A solidão para quem cá está sempre também entra na equação.
Há no entanto o outro lado,
A paz e tranquilidade,
Sensação de liberdade,
Pessoas puras, relações sinceras,
Espírito de entre-ajuda,
Estatuto não interessa,
Cada dia é apenas um novo dia,
Normalmente de trabalho,
Na aldeia há sempre que fazer,
Nem que seja uma amena cavaqueira,
Uma caminhada matinal ou noturna,
Confraternizar, socializar...
O Fim de semana pela aldeia...
A melhor das terapias.
Pedro Albuquerque

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