Noite
Chegas quando o sol se esconde,
A tua penumbra,
Teu escuro intenso,
Ofusca o brilhar do que não me deixa ver.
És tenebrosa,
Mas podes ser também encantadora,
Companheira em duelos de amor,
Aliada de predadores noturnos,
És como fumaça,
Que não nos permite visualizar o que nos rodeia,
Quando em total escuridão.
Os amigos celebram muitas vezes em ti a amizade,
Ficam contigo até demanha,
Em longas jornadas boémias,
Ou em sóbrias e profundas conversas.
Á noite, na minha almofada,
Companheira de muitas meditações,
Escutando os mais variados sons noturnos,
Tomo as mais importantes decisões,
Sobre mim,
Sobre a minha vida.
És noite,
Ambiente estratégico de guerras e conflitos,
E aliada da lua,
Que se veste deslumbrante á tua presença.
No inverno chegas mais cedo,
És mais comprida e direi até triste,
És o que és,
Nada a fazer que não seja aceitar-te,
Disfrutando também dos teus encantos.
Não sou nem nunca fui,
Um aliado noturno,
Recolho quase sempre ao lar,
Não gosto de estar sem luz,
Não fico confortável na escuridão,
Desejo que se vá,
Que deixe o dia entrar,
Não quero lembrar a noite ou as trevas,
Não gosto de ti noite,
Nunca gostei.
Pedro Albuquerque
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