Por aí
Fui por aí á aventura,
Sem rota certa nem destino,
Tirei de mim dias de cálculo,
Organização cuidada,
Pensando que o caminho que me levava,
A qualquer momento me trazia,
E trouxe, não pelo melhor motivo,
Mas tive de regressar.
Não quis chorar na partida,
É destino traçado de vida difícil,
Que Deus te acolha,
Caminho para a eternidade,
Onde um dia também estarei,
Te encontrarei,
Que fiques bem, para todo o sempre e em paz.
Não quis parar,
Alterei o destino para estar mais perto do mar,
Meditar, pensar na vida,
Consensos e balanços, de cada dia, de todos os dias.
Á minha maneira amar-te-ei, tu sabes e saberás,
Dentro da dificuldade saberás.
A mente ocupada com tudo e nada,
Vi o mar,
Vi montanhas e vales,
Ruas e ruelas,
Campos e vielas,
Monumentos e casebres,
Sobretudo aceitei da vida o que me oferece,
Retribui com olhar de encanto,
Aceitando tudo como é,
Como foi,
Como está.
No fim aprendi mais,
Conheci algo mais,
Ensinamentos de vida,
O que a natureza tem capacidade de nos ensinar,
Quando somos capazes de aprender.
Sinto um misto de perda e ganho,
Ficará sempre um vazio,
Dificil de exprimir ou explicar.
O melhor é sempre andar por aí,
Olhar atento e desperto,
A vida encarrega-se de nos transmitir os sinais,
Temos de saber entender,
Os sinais são ensinamentos,
Motivos que nos guiam aos caminhos,
Traçam a rota e o destino,
Das missões que temos que desempenhar,
Nesta passagem curta pela terra,
A eternidade será bem maior,
O infinito do caminho...
É melhor andar por aí.
Pedro Albuquerque
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