Quero homenagear-te pelo que és,
Por tudo aquilo que sempre foste,Ou o que sempre representas-te no mundo.
Foste e ainda és o único alento para muitos,
Cujo a sobrevivência de ti depende,
Matando mais que a fome duma vida desgraçada.
Nos polos ou nos pontos mais frios do planeta,
Aqueces e confortas corpo e alma de dias cinzentos e gelados.
Nas zonas quentes usam-te como mornos caldos,
Ou até fresquinha apimentada com intensas ervas,
Que te conferem aromas frescos e majestosos.
Em cada ponto do globo,
Cada povo, raça ou etnia,
Na sua alimentação prepara-te,
De acordo com a sua cultura, seus hábitos e matéria prima disponível.
Na história da humanidade,
Haverá milhões de variações de te preparar,
Mais suculentas e saborosas,
Ousadas,
Incríveis ou arrepiantes.
Usam-te como primeiro prato,
Usam-te ao pequeno almoço, e em todas as horas,
Usam-te até mesmo como ceia ao deitar, em caldo ou creme leve.
És aliada de dietas, doentes, crianças, atletas, todos sem exceção.
Na cultura Portuguesa estarás sempre associada a sobrevivência mas também a momentos mais nobres de comemoração e celebração,
Incluída em banquetes, convívios e actividades diversas.
Gosto de ti sopa,
Quente ou fria, intensa ou suave,
Sozinha ou com acompanhamento,
Em qualquer momento do dia.
Tu sopa és para mim a rainha da minha mesa,
A tranca da barriga como te chamam,
E sempre estiveste presente na minha vida,
Nas horas de glamour, mas também nos momentos tristes e de dificuldades.
És Sopa, és fonte de vida,
És vida!
Pedro Albuquerque

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