Sou o oposto do meu sorriso,
O que meus olhos dizem que vêem,
Não é o que enxerga minha lucidez,
Minhas amargas tristezas,
Nos dias de maior calmia ou serenidade.
Extravaso meu silêncio,
Escuto meu ofegante respirar,
Meditando nas palavras que preenchem meu vazio,
Mente cheia e preenchida,
Dias iguais a tantos outros,
E o mundo não pára,
Caminha lentamente.
Sou um simples sonhador,
Frágil e embriagado de desejos,
Possuído por lembranças de vida,
Pedaços e retalhos nem sempre remendados,
História inacabada,
Do tempo que passou mas não se foi,
Todos os dias em que vos penso.
Não me vislumbra chorar,
Ressaco sem sintomas ou sinais,
A fortaleza demonstrada é mais resistência,
Sobrevivência ás ambiguidades,
Resiliência até ao último sufoco,
Até que um dia parta,
E se não valeu a pena a testilha,
Então vou chorar.
Padeço,
Sinto perder do coração cada pedaço,
Meu corpo também me vai vencendo batalhas,
Os sorrisos ainda são caprichos,
Tentando vencer fraquezas da alma,
Fragilidades físicas que já ameaçam,
Que teimo tentar ter forças para contrariar.
Não sei até onde vou,
Tenho medo de falhar,
Não sei se consigo,
Pelo menos vou tentando,
Pelo menos ainda acredito,
Talvez sim ou talvez não...
...não sei...
Pedro Albuquerque

Comentários
Enviar um comentário