Atiro-me ao destino,
Mergulho intensamente no imaginário,Sonho um futuro que não acontece,
Um passado que ainda vive,
Pedaço da alma que desvanece.
Sou música perdida,
Coração rasgado sem melodia,
Passo de dança sem compasso,
Amigo sem abraço,
Chorando sem lágrimas minhas vicissitudes.
Quero cheirar a primavera,
Descobrir minha alma florida,
Encontrar o jardim colorido da alegria,
Num dia de sol mesmo que chova,
Esvaziar a tristeza que desperta,
E sonhar minha vida,
Meu pedaço de chão plácido.
Continuo perdido,
Caminho esquecido que não sei,
A mente imagina alterar o destino,
Corro e caminho em desespero,
O chão por vezes foge,
A alegria teima evadir-se,
Não vou desistir,
Vou voar nas certezas incertas,
E vou sonhar...
Pedro Albuquerque

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