Mergulhado no silêncio,
Um vazio no meu peito,Pedaços de nada neste dia,
No meu íntimo não encontro esperança.
Estou perdido,
Vazio do que podia estar cheio,
Nada pode tirar-me a penumbra,
Não há sons,
Apenas ilusões que invadem minha imaginação,
Alucinações.
Natal outra vez,
Passou e minha alma em desespero,
Não consigo as palavras que seriam certas,
Não consigo gritar sons que não saem,
Apenas silêncio,
Não tenho vez nem voz,
Apenas estou cheio de nada,
Sinto medo,
Talvez perdido para sempre.
Debaixo do mesmo céu,
Ecoa agora a chuva,
Que amplia minha angústia,
Meu pleno vazio de sentimentos.
Sinto-me pássaro a voar,
Os meus voos não me levantam,
Talvez esteja rendido,
Gritar não posso nem consigo,
Não sei se ainda respiro,
Não sei se vivo ou sobrevivo apenas,
Sinto-me perdido,
Desgraçado.
Normalmente não sei perder,
Dou o corpo á luta,
Enfrento mares e tempestades,
Entrego-me.
Não sei se ainda posso,
As forças desvanecem-se,
O tempo nem amigo nem inimgo,
Só há vazios e silêncios,
Sinto a perda com tristeza,
Estou impotente,
Talvez só ganhe se perder de vez,
Partindo.
Já sou o vazio,
Já sou o silêncio,
Talvez já tenha partido.
Pedro Albuquerque

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