Eu. Já não tenho medos,
Viver é acordar depois de dormir.
Já não tenho angústias,
Respiramos todos o mesmo ar sem diferenças.
Já não desespero,
Vivemos todos no mesmo planeta, em cima do mesmo chão.
Já não me atrapalha a penumbra,
Quando chega o sol, é o mesmo que todos vêem.
Já de nada vou fugir,
Já me enfrentei a mim, e venci.
Já não me irrita o desprezo,
Eu sei quem é importante e não quem acha que é.
Já não me mata a saudade,
Sentimento puro que se guarda num local seguro, o coração.
Já não me corrói a agonia,
Sensatez e equilíbrio invadiram os meus dias.
Já não preciso de muito, se é que alguma vez precisei,
Triste daquele que não percebe, que de pouco precisa para viver.
Preciso de mim, dos que me amam, do sol, do ar que respiro, do mar, da natureza, alguma alimentação, papel e lápis.... pouco mais....
Pedro Albuquerque

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