Medos.
Medo da morte?
Talvez, mas de qualquer maneira ela chegará um dia.
Medo de perder familiares e amigos?
Claro, aqueles de quem gostamos são importantes para nós.
Medo de perder rendimentos?
Todos temos, o que é supérfluo pode perder-se, o problema é se ultrapassa o mínimo necessário.
Medo de não conseguir pagar contas?
Sim, quem é sério gosta de honrar compromissos.
Medo do tempo que demora a mínima normalização da situação?
Imenso, a indefinição, o salto para o desconhecido é o que é incomodativo.
Medo duma total ecatombe?
Medo mesmo, a economia sabemos que não voltará a ser a mesma, mas um retrocesso civilizacional assusta.
Medo de não saber onde estaremos daqui a meses?
Talvez, mas em algum local do mundo haveremos de estar.
Qual o meu maior medo?
Chorar a perda de familiares e amigos, não ser capaz de proteger os meus.
Quem resistirá?
Quem tem medo?
Quem partirá?
Quem? Quando? Como? Onde?
Não temos respostas, temos medos, imensos medos, mas um dia...quando a tormenta passar... quem resistir celebrará a vitória da vida.
Protejam-se pela saúde de todos.
Pedro Albuquerque
(Texto de 20 março 2020z início da pandemia)

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