MAR
Quando te olho e te respiro,
Sinto-me embriagado, numa hipnose inexplicável,
Comtemplando os teus movimentos,
Teus cheiros sons e cores,
E fico assim,
Como que desvairado,
Olhando o horizonte,
Observando aqui e além,
Tua vida, e tudo o que vive em ti.
Quando tuas águas são quentes,
Deleito-me em ti,
Refrescantes sensações invadem meu corpo,
Deliciam minha alma,
Graciando meus sentidos.
Sentado na areia,
Cheirando a maresia,
Recebendo nos meus pés,
O frenético vai e vem das ondas,
E o espumar salgado das tuas águas,
É onde mentalmente agora estou,
Pensando em ti, ó Mar.
Nos teus dias mais violentos,
Tens igualmente uma beleza extrema,
Por vezes és tormento,
Causas dor e desespero,
És poderoso e temos de te respeitar,
Até voltares a acalmar,
Ficares calmo e sereno,
Pachorrento,
Para na tua beira as crianças brincarem,
Miúdos e graúdos passearem,
Ou simplesmente te contemplarem,
Desvairados,
Embriagados numa hipnose inexplicável.
Pedro Albuquerque

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