MAR 4/4/2017


 MAR


Quando te olho e te respiro,

Sinto-me embriagado, numa hipnose inexplicável,

Comtemplando os teus movimentos,

Teus cheiros sons e cores,

E fico assim, 

Como que desvairado,

Olhando o horizonte,

Observando aqui e além,

Tua vida, e tudo o que vive em ti.

Quando tuas águas são quentes,

Deleito-me em ti,

Refrescantes sensações invadem meu corpo,

Deliciam minha alma,

Graciando meus sentidos.

Sentado na areia,

Cheirando a maresia,

Recebendo nos meus pés,

O frenético vai e vem das ondas,

E o espumar salgado das tuas águas,

É onde mentalmente agora estou,

Pensando em ti, ó Mar.

Nos teus dias mais violentos,

Tens igualmente uma beleza extrema,

Por vezes és tormento, 

Causas dor e desespero,

És poderoso e temos de te respeitar,

Até voltares a acalmar,

Ficares calmo e sereno,

Pachorrento,

Para na tua beira as crianças brincarem,

Miúdos e graúdos passearem,

Ou simplesmente  te contemplarem,

Desvairados,

Embriagados numa hipnose inexplicável.


Pedro Albuquerque

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