Nascer sem sol,
Com amor contado,
Sem carinho,
Perder afetos nunca tidos.
Ninguém vê?
Apenas eu só?
Caminhar sem rede...
Resigno-me....
Já nada espero,
Não desespero,
Sei lá se há amanhã,
Já nem sei do ontem,
E do hoje nada fica.
Sou de matéria,
Como todos somos,
E com o fim esquecido,
Por ausência de importância,
Um dia nem lembrado.
Que raio de mundo,
Que estranho viver,
Destino tramado,
O que significa existir?
Tempo desperdiçado?...
Estou cansado,
Quero verdade sem ganância,
Quero também o sol...
Carinho, amor verdadeiro...
Afetos sinceros...
Quando posso partir?...
Pedro Albuquerque

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