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Carta de 2010

 


Esta carta foi escrita por mim em 2010, foi enviada ás instituições e pessoas referenciadas, nunca obtive nenhuma resposta de nenhuma instituição; não venho cobrar nenhuma resposta, venho expôr-me para que possam perceber da injustiça dos nossos tribunais, quase 8 anos depois, nunca o tribunal fez cumprir o acordo de regulação do poder paternal e hoje para finalizar em apoteose condenou-me a pagar metade das custas judiciais, mesmo não tendo feito cumprir a lei... triste país este em que vivemos...apenas conta o dinheiro...

Espero nunca mais ter de recorrer a nenhum tribunal, sinto-me deveras injustiçado


                                                                 

  Documento escrito entre 14 e 17 Outubro de 2010


 Esta é uma carta aberta dirigida às pessoas e instituições que se seguem, que de uma forma ou de outra tiveram ou têm uma ligação com este meu processo de separação de minhas filhas, serve como uma espécie de balanço de toda a situação, contendo agradecimentos, apelos, pedidos e sugestões, embora hoje pouco acredite que algo poderá ser feito pelo restabelecimento do normal relacionamento Pai/Filhas.

1. Mãe de minhas filhas (Sandra Cristina Santos Soares)

2. Centro de Bem estar social e Paroquial de Almalaguês

3. Escola Primária de Almalaguês

4. Instituto de Almalaguês

5. APAV Coimbra (Associação Portuguesa de apoio á vitima)

6. CPCJ Coimbra (Comissão de protecção de crianças e jovens)

7. TFM Coimbra 1º Juízo (Tribunal de Família e Menores)

8. Associação Pais para Sempre

9. Associação para a Igualdade Parental

10. NUSIAF (Núcleo de Seguimento Infantil e Acção Familiar) Faculdade de Psicologia e de Ciências da educação da Universidade de Coimbra.

11. EMAT (Equipa multidisciplinar de apoio aos tribunais) Segurança Social Coimbra.

12. Familiares

13. Gelcentro e Morais Eventos

14. Minha Esposa e Família

15. Minhas Filhas Ana Rita Soares Albuquerque e Inês Soares Albuquerque


 Esta carta é enviada na íntegra a todas as instituições por correio, aos familiares enviarei apenas a um ou outro por correio electrónico, pedindo apenas que as passem de uns para os outros, informando que estarei disponível para qualquer esclarecimento adicional, nos meus contactos habituais.

 Escrevi esta carta porque sinto necessidade de esclarecer o meu ponto de vista em toda esta situação, com a descrição das entidades por onde tem andado este processo ao longo de mais de 3 longos anos.


1. Começo pela mãe de minhas filhas, pois foi do nosso relacionamento que nasceram as duas crianças; Ana Rita Soares Albuquerque, Inês Soares Albuquerque.

Sandra, quero apenas uma vez mais lembrar que não posso entender a tua tomada de posição, pois para mim as meninas não representam nenhum tipo de disputa.

Os nossos problemas pessoais ficaram lá atrás, não os conseguimos resolver, daí resultou o nosso divórcio. As nossas filhas, têm de ser para nós bem mais importantes que tudo isto; eu apenas pretendo desempenhar normalmente, civilizadamente o meu papel de pai, porque é importante para mim, mas fundamentalmente é importante para as meninas. Talvez eu não tenha sido um bom marido, posso aceitar embora seja discutível, mas sei que fui sempre um bom pai, apenas impedido de o desempenhar pois após a nossa separação impediste que o fosse. A partir de determinada altura inventaste tudo e mais alguma coisa apenas para me desacreditar junto das outras pessoas, mas normalmente deixas-te sempre uma ponta solta e acabaste por ser sempre tu a ficar mal na fotografia. Podia dar-te um sem nº de exemplos, mas vêm logo um monte desculpas esfarrapadas, deixo apenas um ou outro que aconteceram com pessoas que o podem testemunhar. Tínhamos nós realizado o acordo de separação amigável, onde ficou escrito que poderia visitar as meninas na escola sempre que quisesse, e foste ao Centro de bem-estar Social e Paroquial (à data creche da Inês, e ATL da Rita), perguntar se existia alguma forma legal de impedir o pai de visitar as filhas na referida instituição; esta atitude começava a demonstrar qual era o relacionamento que pretendias entre mim e as meninas. Nesse mesmo ano o Centro Paroquial organizou uma visita ao Jardim Zoológico de Lisboa para os meninos mas também para os Pais. Foi-me omitida a existência da referida viagem, foi dito na instituição que o pai não pretendia acompanhar as filhas nessa visita, mas que iria a avó no lugar do pai; ainda vim a ser informado da referida viagem antes da mesma acontecer, mas para evitar mais conflitos permiti que as coisas fossem da forma que estavam já combinadas, informando apenas o centro Paroquial de que me teria sido omisso o facto da existência da referida viagem e que não me tinha nada recusado a acompanhar a minha filha; paguei ainda um valor que me foi debitado junto com o pagamento da mensalidade da Creche da Inês que se referia á viagem, mas nunca sequer questionei a secretaria se aquele valor se referia á viagem da Inês ou á da avó também, no entanto prefiro pensar que paguei apenas a viagem da Inês, mas não posso deixar em branco esta atitude de manipulação porque é bastante condenável. Aliás quanto ao acompanhamento que habitualmente fazia na escola, creche e ATL das meninas, gostaria de lembrar-te que até á data da nossa separação, eu estive sempre presente em todas, repito (todas), as reuniões, quer da escola, quer da creche ou ATL, tal como pode ser comprovado nas folhas de presença das actas dessas reuniões; deixando de estar após a nossa separação, porque a existência das mesmas me passou a ser omissa; se por um lado me omitias todas e quaisquer assuntos relacionados com as meninas, por outro tentavas fazer crer nas instituições que o pai se deixava de importar com as filhas, desculpa mas essa foi sempre uma atitude muito pobre e muito baixa.

O tempo foi passando e em 2007 vi-me forçado a requerer um processo por incumprimento da tua parte quanto ao regime de visitas, no TFM Coimbra, e o mesmo não está ainda hoje a ser cumprido. O processo ficou registado no TFM Coimbra 1º juízo com o nº 632/07 e foi denunciado ao tribunal, por carta registada.

Nas tuas primeiras alegações de defesa ao tribunal, argumentas-te que tal denuncia não tinha a menor razão de ser, que mantinhas uma boa relação comigo, mas que era eu quem não queria passar os fins-de-semana com as minhas filhas, pois queria antes ir trabalhar nos casamentos. Mais tarde e após ser esclarecida esta dúvida, a desculpa passou a ser a minha actual esposa, passando a Graça a ser o motivo da separação entre pai e filhas. Passaram então desde 2008 2 anos, as crianças a ser acompanhadas pelo EMAT e pelo NUSIAF, sem o menor vestígio ou permanência da Graça no entanto a interacção com o pai continua a ser nula; a “rejeição” da Rita, como lhe chamas, não tem nenhum motivo credível, mas como não consegues arranjar um motivo minimamente sensato, refugias-te no discurso:”- não me oponho, mas também não obrigo…”, em que já ninguém pode acreditar. Será que alguma vez irás crescer e ter a maturidade suficiente para perceber que tens responsabilidades parentais de mãe, que não podes continuar a insistir que é á Rita a quem cabe o poder de decisão acerca da vida dela do que quer ou não quer, a Ana Rita ainda é menor, não deve ser a ela que compete estas decisões e sim aos adultos; esta tua atitude acabará por prejudicar a Ana Rita. Pensa nisto, as técnicas são unânimes em achar que a Rita já está numa fase avançada de sofrimento, que trava uma luta interna para conseguir manter esta postura contra tudo e contra todos, e que precisa rapidamente de ser ajudada a ultrapassar tudo isto. Vê se consegues fazer um esforço por entender tudo isto, não penses em mim e naquilo que sentes por mim, esquece esse ódio, centra-te apenas no bem-estar das meninas, ou serás que te sentes mais habilitada que as técnicas para achar exactamente o contrário?

Sandra, imploro-te que sigas a tua vida em paz, que não continues a utilizar as meninas como arma apenas para me atingires, eu aguento-me mas elas não têm culpa e não o merecem; desempenha o teu papel de mãe da melhor forma que sabes, mas deixa-me também a mim desempenhar o meu papel de pai, é tão-somente o que pretendo. Tudo isto que tens andado a fazer tem um nome “SINDROME DE ALIENAÇÂO PARENTAL”, não tenho a menor dúvida e aconselho-te a leres matéria sobre esta temática para que possas entender a que caminhos poderá levar estas tuas atitudes, se não ponderares e mudares de comportamentos. Tal como sempre disse, não quero rigorosamente mais nada a não ser desempenhar o meu papel de pai, calma e civilizadamente porque amo as minhas filhas e quero fazer parte das suas vidas.


2. A primeira de minhas filhas a frequentar o Centro de Bem Estar Social e Paroquial de Almalaguês Foi A Ana Rita penso que em 2003/2004, foi só para o pré-escolar esteve com a Educadora Lina, não teve uma integração muito fácil mas lá superou as dificuldades; a Inês teve ao longo do tempo em que permaneceu na creche e pré-escolar A Educadora Lina mas também a Educadora Alda, a estas senhoras, um muito obrigado pois na minha opinião foram sempre muito justas e correctas para com as minhas filhas, desempenhando muito bem as vossas competências profissionais. Como é do conhecimento dos responsáveis e educadoras do Centro, e como podem comprovar nas folhas de presença, até Setembro de 2006, eu estive presente em todas as reuniões em que foi solicitada a presença dos pais e encarregados de educação, após esta data estive presente em apenas alguns dos momentos ou porque a informação normalmente não me chega, ou no caso das festas porque passei a ser um assunto desagradável para as minhas filhas sentindo que a minha presença as perturba, e no caso das festas, não lhes pretendo tirar a alegria e magia desses momentos, sacrificando-me a mim privando-me de vivenciar esses momentos. No inicio da minha separação eu visitava as minhas filhas às sextas-feiras no seu período de almoço no centro, autorizado pela Dr.ª Elza, pois apesar de tal não ser autorizado nos regulamentos da instituição pareceu mais aconselhável que fosse nesse período para não ser no período em que estariam em actividades, porque as minhas visitas eram curtas, e porque aparentemente não interferiam nem com o almoço dos outros meninos, nem com o funcionamento da instituição, e segundo observação ordenada pela Dr.ª Elza, nem durante nem depois da minha saída se observou qualquer alteração ou perturbação da Rita e da Inês; mas a situação com o tempo alterou-se e comecei a sentir que a minha presença as perturbava, deixei de as visitar pois mais uma vez antes me quis sacrificar a mim, diminuindo o tempo em que poderia vê-las e estar com elas, do que perturbá-las no seu ambiente escolar. Também a Ana Rita começou a dar sinais de perturbação em outros momentos em relação ao pai, numa determinada altura a Rita disse a uma auxiliar que iria deixar o ATL, que o pai era mau, que não iria mais pagar a mensalidade do ATL, que teria de ir trabalhar para ajudar a mãe nas despesas, a referida auxiliar tranquilizou a Rita, dizendo-lhe que não iria nada trabalhar, e que o pai não deixaria nada de pagar o ATL, è de muito baixa conduta que só para que se possa pôr a filha contra o pai se possam dizer tais barbaridades a uma criança de 9 anos na altura; a Auxiliar foi protegida na altura para evitar quaisquer represálias, a Dr.ª Elza foi informada do sucedido. Também nessa época a mãe tentou impedir as visitas do pai às filhas nessa instituição, perguntando se existia alguma forma legal de o impedir, mas como lhe disseram que só com uma ordem do tribunal, o assunto ficou por ali.

Deste ponto foi informada a Dr.ª Elza.

Agradeço à Dr.ª Elza mas também á Dr.ª Ana que também teve conhecimento da minha situação, por terem estado sempre disponíveis para me ouvirem, mesmo que não tomando nenhuma posição em qualquer uma das partes, e nem podiam, e também no que toca ao encontrar de soluções para me acharem o valor da mensalidade que tenho que pagar, pois uma vez mais a falta de cooperação da mãe de minhas filhas criou aqui uma nova dificuldade. Ficou escrito no nosso acordo de separação que o pai pagaria as despesas da creche e ATL das meninas, mas como casei novamente não deveria ser o meu IRS a ser apresentado para se chegar á fórmula que determina o valor a pagar pois o meu IRS contém os rendimentos da minha esposa que nada tem a ver com esta situação. Deveria ser a mãe a entregar o seu IRS na referida instituição, até porque é ela que tem a guarda das crianças, e posteriormente eu entregar-lhe-ia o referido valor junto com a pensão de alimentos, mas como apesar de os dados referentes aos documentos a apresentar para a inscrição anual nesse estabelecimento serem enviados á mãe, mas como nunca os apresentou, não me restou alternativa que não fosse entregar os meus próprios dados de IRS, pois o mais importante de tudo para mim foi assegurar o ATL das meninas, no restante cumpri sempre a minha obrigação para com o Centro Paroquial a tempo e horas e assim espero continuar a cumprir até ao final da permanência da Inês no ATL.

 A todas as pessoas do Centro de Bem estar Social e Paroquial de Almalaguês o meu muito obrigado, principalmente aqueles com quem mais directamente convivem ou conviveram com as minhas filhas, peço desculpa de hoje em dia não ser tão participativo na vida social de minhas filhas nessa instituição, mas nesta fase da vida eu sinto que seria mais um motivo de perturbação neste caso da Inês, do que de ajuda, no futuro logo se verá…


3. Á escola primária de Almalaguês, quero dizer que agradeço tudo o que têm feito pela educação e desenvolvimento das minhas filhas, pois sei que no desenvolver de competências, e bons princípios básicos de educação e sociabilização, constitui um dos vossos principais objectivos. A Ana Rita esteve 2 anos com o professor Celso e depois com a professora Cristina. Confesso que no inicio quando a Rita foi para a escola pela primeira vez, não me agradava nada o facto de a Rita ficar numa turma mista com meninos de vários anos lectivos, preocupava-me especialmente o facto de a Rita ser a única menina dos do 1º ano a ficar no final do dia á porta da escola, com meninos mais velhos, pois seria a única das crianças do primeiro ano a necessitar de transporte escolar pois os outros eram todos residentes em Almalaguês, e os que ficavam eram todos mais velhos, afinal tudo correu muito bem e a escola passou a ser um dos locais preferidos da Ana Rita.

 Quando me divorciei da mãe de minhas filhas era professora primária da Ana Rita a professora Cristina, na minha opinião teve sempre uma conduta em todo o processo irrepreensível, como era óbvio não tomou nenhum partido por nenhuma das partes, mas sempre me recebeu e me prestou as informações que solicitei acerca da minha filha, como corria o seu desempenho escolar, como vivia o seu dia-a-dia, como viveu e enfrentou a separação dos pais, etc. A Inês entrou na escola primária quando a irmã saiu, foi sua professora no primeiro ano a professora Graça, e actualmente é a professora Ana Afonso, também com qualquer uma destas professoras nunca tive qualquer tipo de dificuldade em obter informações acerca da minha Inês. A professora Ana Afonso deixou-me no ano lectivo anterior bastante sensibilizado, porque a vi chorar motivada por acontecimentos relacionados com a minha actual e do meu relacionamento com a minha Inês. Numa determinada altura, combinei com a Prof. Ir á escola para obter informações sobre a Inês, mas para evitar conflitos e encontrar-me com a mãe no referido dia combinámos que iria lá noutro horário, quando lá cheguei, a Dª Rosa desconhecendo na totalidade a situação entrou na sala e informou em voz alta na sala que o pai da Inês Albuquerque ali estava, a Inês assustou-se e desatou a chorar, apenas porque pensava que teria de estar com o pai, a professora Ana Afonso, tranquilizou a Inês dizendo-lhe que o pai gostava dela que estava ali apenas para falar com ela a professora pois queria saber informações sobre a Inês.

Quando chegou ao pé de mim a professora vinha lavada em lágrimas por sentir uma enorme tristeza ao ver qual o sentimento negativo que a Inês tinha sobre o pai; passado alguns minutos e já depois de recomposta a professora até chegou a regressar á sala onde estavam os meninos com o pretexto de ir buscar os trabalhos da Inês para que o pai pudesse ver, e foi até a própria Inês que os reuniu para que ela os pudesse levar para o pai ver. Recordo ainda 2 pontos que considero importantes lembrar, até Setembro de 2006 eu estive sempre presente em todas as festas ou reuniões a que eram chamados os pais e encarregados de educação, após esta data tenho estado menos presente, porque também não sou regularmente informado dessas reuniões, pois os professores comunicam ao encarregado de educação, que por sua vez me omite toda e qualquer informação; outro dos pontos que acho importante lembrar, é que apesar de não ser o encarregado de educação, fui sempre eu que informei a escola e os professores acerca da minha separação da mãe das meninas, e fui igualmente eu que fiz a comunicação das informações relativo ao desenvolver da situação entre pai e filhas dos desenvolvimentos em tribunal e das idas às sessões quer no NUSIAF quer no EMAT, e dos pontos de situação. A mãe nunca contou nada na escola acerca da situação, e para as meninas o pai é um assunto tabu absolutamente proibido. Há ainda um momento que me apraz lembrar; num dos anos em que a Rita estava com a professora Cristina, a Rita fez umas prendas para dar ao pai no dia do pai, quando no dia seguinte a professora perguntou á Rita se me tinha dado as prendinhas ,ela respondeu que não se lembrava se me tinha dado ou não; a mim a mãe informou-me que aquelas “porcarias” teriam ido todas parar ao caixote do lixo. Ao longo de todos estes 4 anos nem uma vez só as minhas filhas me puderam dar as prendinhas que faziam para dar ao pai no dia do pai; por muitos anos que viva nunca poderei esquecer estas atitudes que são completamente condenáveis, não existe vingança que o justifique.

 Á escola primária de Almalaguês e a todas as pessoas que referenciei, apenas quero agradecer por tudo o que fizeram e continuam a fazer pelas minhas filhas, eu continuarei atento e disponível para tudo o que for necessário e para o que me sintam útil. Se sentirem que a Inês em algum momento necessita de algum tipo de apoio ou ajuda, por favor contactem comigo, pois estarei sempre ao dispor para encontrar soluções.


4. Instituto de Almalaguês; talvez seja a instituição frequentada pelas minhas filhas de que me sinto mais distante, é a Ana Rita que frequenta este estabelecimento de ensino, estando nesta fase no 7º ano. Nos anos anteriores era sua directora de turma a professora Fátima Baía, tanto no inicio como no final dos anos lectivos, procurei a professora expliquei que era divorciado da mãe mas que não conseguia por aí receber qualquer tipo de informações acerca da Ana Rita, no primeiro ano a professora até desconhecia por completo este facto, e ao longo desse mesmo ano ela informou-me que para a Rita o pai era um assunto proibido, recusando todo e qualquer tema de conversa em que envolvesse o pai. Sempre que procurei informações acerca da Ana Rita junto da sua directora de turma, esses esclarecimentos foram-me prestados, assim como informações sobre o aproveitamento da Rita. A Rita no geral é boa aluna, ainda bem que consegue pôr para trás das costas estas situações. Actualmente tenho evitado ao máximo ir ao instituto de Almalaguês no período normal de funcionamento, altura em que a Rita também estará por lá, se ela me vir, foge e esconde-se como se de um criminoso se estivesse a esconder, fica perturbada com a minha presença, e eu não quero de maneira nenhuma perturbar a minha filha, num local que ela adora.

Na minha última ida ao instituto, já no final do ano lectivo, não me foi possível falar com a directora de turma pois encontrava-se em reuniões, vi as notas da Rita que se encontravam na pauta e pedi na secretaria para por favor lhe transmitissem o recado de que eu estive na escola e que se a professora me pudesse ligar deixando o meu contacto, mas nunca obtive qualquer resposta da Professora Fátima Baía, tudo bem não estou a condenar pois ou pode ter-se esquecido, ou podem não lhe ter transmitido o meu recado. Na altura em que estou a escrever esta carta, ainda não falei com actual professora, directora de turma da Ana Rita, pois atrasei propositadamente a minha primeira ida ao instituto de Almalaguês, pois queria levar já algo de concreto acerca dos acontecimentos mais recentes deste processo, uma vez que no dia 28 Setembro tivemos uma conferência de pais no tribunal e posteriormente o 1º encontro após 2 anos de ausências nas visitas. Quando for á escola falar com a directora de turma da Rita, irei apenas pedir á professora que se mantenha atenta aos sinais da Ana Rita, pois ela irá entrar numa idade bastante complicada, com uma enorme revolta interior contra o pai, mesmo que sem motivo, por este motivo eu não poderei estar mais perto, terei de confiar naqueles que estão mais perto dela e que mais directamente convivem com a Rita. Estes silêncios acerca do pai impostos pela Rita não são mais do que sinais claros da existência de alienação parental, mas escola também não tem a obrigação de saber o que isto é ou fazer alguma coisa mesmo que soubessem, no entanto podem a partir de agora observar e registar para se for preciso para algo no futuro.


5. APAV Coimbra. Quando tudo começou a acontecer, comecei a sentir na pele a intensidade da programação das meninas por parte da mãe, pondo as filhas contra o pai, fazendo-as sentir, as dores que sentia, usando-as na sua vingança. Senti-me perdido, senti-me vítima de toda uma situação, sem saber o que fazer ou quem recorrer, perante tanto ódio, perante tantas agressões verbais a que estava a ser submetido pela mãe mas também pelas meninas, também elas vitimas de toda a situação. Por esta altura a minha filha mais velha esteve hospitalizada para ser submetida a uma operação á garganta, e nem numa situação extrema de sofrimento houve lugar a baixarem um pouco as armas, nem mesmo a mãe moderou o seu comportamento e as suas atitudes; apesar de mal conseguir falar pois estava bastante debilitada na sua voz devido às complicações de saúde foi a Ana Rita quem me transmitiu por telefone que iria ser operada. Visitei todos os dias a minha filha quando esteve hospitalizada, mas nunca consegui arrancar-lhe alguma palavra de afecto, reagiu comigo com uma indiferença impressionante, ignorando sempre a minha presença. Também a tia e madrinha da Ana Rita foi mal recebida na visita que fez á Rita no hospital pediátrico, foi a última vez que a minha irmã viu a afilhada. Tal como disse, sentia-me vitima e decidi ir á APAV em Coimbra, pois sentia necessidade de recorrer a alguém com experiência nestas matérias para que me pudessem dar alguma ajuda, alguma orientação. Fui recebido por uma Psicóloga que fazia voluntariado na APAV e que se chamava Cláudia, nunca irei esquecer aquele dia e as recomendações válidas que me fez; disse-me entre outras coisas que eu não iria ter cérebro capaz para reter todas aquelas informações que retinha naquela altura, e mais ainda todas aquelas que estariam ainda para surgir relacionadas com o mesmo tema, aconselhou-me a escrever o que sentia, o que ia acontecendo, primeiro para guardar a informação libertando o meu cérebro, depois porque seria uma forma de eu desabafar estas coisas que tanto me perturbavam a alma; foi o que fiz, não é uma ferramenta para acusar quem quer que seja, mas serve para memória futura, serve para as minhas filhas quando forem adultas possam perceber o que foi que o pai sentiu e vivenciou, poderá também servir para escrever um livro um dia…quem sabe…

A Cláudia e a APAV acharam que ali tratam essencialmente outro tipo de situações, nomeadamente vítimas de violências doméstica e arquivaram o meu processo sugerindo que me dirigisse ao CPCJ e foi o que fiz. Não voltei a ver a Cláudia, não faço a mais pequena ideia do seu paradeiro, de onde reside, de onde trabalha, mas representou para mim uma das maiores ajudas até hoje, mesmo que não faça a menor ideia deste facto.


6. CPCJ Coimbra, outra decepção. Quando me dirigi ao CPCJ fui recebido pelo DR Tiago Morais, e por uma outra moça, também psicóloga mas que nunca falou para mim de todas as vezes em que lá fui, embora estivesse sempre presente na sala. Estive mais que uma vez no CPCJ, também as meninas a mãe e a avó foram ouvidas, mas passado algum tempo informaram-me que iriam arquivar o meu processo pois ali tratavam era de outras situações, nomeadamente crianças vítimas de maus tratos físicos, e no meu caso quanto muito poderia era tratar-se de violência psicológica, mas como tinham muitos casos bem mais graves que o meu, não podia continuar com o meu processo. Depois o meu caso também chegou nesta altura ao TFM Coimbra e foi mais um motivo para que o arquivassem no CPCJ. Quando o processo chegou ao TFM Coimbra ainda telefonei ao DR Tiago pois achava que também poderia ser importante o seu depoimento com o que pudesse ter observado, mas era já tarde o processo estava já arquivado. Gostava de deixar só uma nota ao CPCJ dizendo que violência psicológica é também uma forma de violência que pode ser devastadora, transformando-se em casos bastante graves, e no meu entender deveriam acompanhar mais tempo estes casos quando eles vos surgirem.


7. Tribunal de Família e Menores de Coimbra. Em Julho de 2007 já numa fase bastante complicada da minha relação com as minhas filhas, provocada pelas sucessivas manipulações feitas pela mãe, eu pensava que as férias que tínhamos marcado iriam ajudar a alterar algumas situações pacificando a situação, mas eu estava redondamente enganado, o pior ainda estava para vir. No dia em que fui á porta de sua casa, para as ir buscar para virem passar férias com o pai, elas não apareceram, veio apenas a mãe á porta informando-me de que não viriam, porque não queriam ir. Procurei insistir junto da mãe, lembrando-lhe que era um direito meu passar férias com as minhas filhas, mas perante o continuar de recusa e até insultos da mãe e da avó, não me restou outra oportunidade que não fosse chamar a GNR, não para obrigar ao que quer que seja pois não havia nenhuma ordem judicial nesse sentido, mas para fazer prova de que estive ali, para que ficasse registado que a mãe em vez de assumir as suas responsabilidades, exercendo o seu papel de mãe, dizendo claramente se as meninas iriam ou não com o pai, mas ela recusou assumir o seu papel e transferiu essa responsabilidade de decisão de se deveriam ou não cumprir o acordo e acompanhar o pai, para as meninas, que na data tinham 9 e 4 anos. A GNR na impossibilidade de escrever no auto se a mãe deixaria ou não ir as filhas, a GNR escreveu nesse auto que foram as meninas que recusaram ir com o pai. A referida ocorrência estará registada nos arquivos da GNR de Coimbra. Após todos estes acontecimentos, denunciei o incumprimento ao TFM Coimbra em Julho de 2007.

Passado algum tempo recebi em casa as alegações da mãe, que enviou ao mesmo tribunal, com uma versão completamente diferente da minha, onde no substancial alegava que era tudo mentira, que eu é que não queria estar com as minhas filhas pois queria era trabalhar ao fim de semana para a Morais Eventos. Acabámos por ir ambos a tribunal perante o SR DR Juiz, mas as nossas versões continuavam diferentes, e então o SR DR Juiz enviou o processo para avaliação para o EMAT; pediu inicialmente que fosse feita uma avaliação socioeconómica de ambos os progenitores, e depois pediu para que fizessem um acompanhamento e mediação das situações. O EMAT e as técnicas bem se esforçaram, mas acabou por se ver sem soluções porque a mãe refugiava-se no discurso “-…não me oponho, mas também não obrigo…” e rompeu ou fez com que as filhas rompessem os acordos que eram feitos entre todos nas reuniões com as técnicas; no verão de 2008 o EMAT desistiu e sugeriu ao tribunal que solicitasse ao NUSIAF um acompanhamento deste processo. Foi o procedimento do TFM Coimbra. A situação passou a ser acompanhada pelo NUSIF no inicio do Outono de 2008, mas também ali as diligências falharam na totalidade e o processo voltou a ser enviado no final de 2009 para o TFM Coimbra e consequentemente para o EMAT, que é no ponto em que se encontra hoje em dia. Ao longo de todos estes, mais de 3 anos, em que o processo vai de diligência em diligência, daqui para ali, dali para acoli, etc., etc., etc, este tempo que se vai perdendo, fortalece a parte que está em incumprimento, ou seja a mãe, pois é a ela que cabe a responsabilidade  de exercer autoridade parental em relação ás minhas filhas; no entanto, o tempo corre a seu favor, congratulando-se por tal pois continua com a sensação e ideia de impunidade e falta de capacidade do tribunal em fazer algo, e até á data tem razão.

Durante todo este tempo em que o processo está em tribunal eu já escrevi várias cartas denunciando situações, dando indícios que provam sem qualquer tipo de dúvidas que existe alienação parental em todo este processo. Relembro o SR DR Juiz que a minha mãe, avó das meninas que tem 81 anos que é praticamente invisual, que só sai de casa para ir para o centro de dia onde permanece toda a semana, mas que se desloca apenas com a ajuda das auxiliares, já não ouve ou tem as meninas na sua presença há 2 anos; a minha irmã e madrinha da Ana Rita, já não vê ou fala com as meninas há mais ou menos o mesmo tempo, pois a ultima vez que falou com elas foi num dia que lhes telefonou para sua casa, mas a sua afilhada despachou-a literalmente e só lhe dizia: Tchau…tchau…tchau…

Recordo o tribunal que o único contacto que consigo manter com as minhas filhas, são em pequenos telefonemas que faço para sua casa, mas em que não há nenhum tema de conversa a não ser perguntar-lhes se estão bem, pois não me respondem a mais nada. Quando estão nos seus períodos de férias com a mãe, normalmente não tenho como contactar com elas, pois o único contacto com que fico é um telemóvel da Rita, mas que ou está desligado, ou se estiver ligado nunca atendem; da mãe eu não tenho contacto. Mais uma vez a mãe recusa a cumprir as suas obrigações parentais, pois é ela que tem a responsabilidade de manter um contacto disponível para que o pai possa contactar com as filhas, mas continua impune. Sempre que vou às escolas consigo obter informações acerca das minhas filhas pelas professoras e directora de turma, no entanto, das comunicações que vão para o encarregado de educação, ou outros assuntos relacionados com as minhas filhas, eu não obtenho a mais pequena informação por parte da mãe, nem mesmo as de saúde, é como se o pai fosse apagado com uma esponja da vida das filhas; desculpe SR DR Juiz mas não posso aceitar, não sou nenhum criminoso, as meninas também não são propriedade privada, e não quero que as minhas filhas continuem a ser órfãs de pai vivo, eu quero ter o direito a conviver com as minhas filhas. SR DR Juiz, teria um sem número de episódios para contar, mas vou apenas centrar-me no último, porque foi o último e porque as técnicas DR.ª Celina e DR.ª Rosário do EMAT estavam presentes e podem confirmar. Após ter estado aí no TFM Coimbra no dia 28 de Setembro, as técnicas marcaram este primeiro reencontro entre o pai e as meninas para o dia 13 de Outubro no parque verde do Mondego às 16.30 Horas, apesar de não ter sido para elas acertar pormenores com a mãe. No referido dia há hora combinada, apesar de eu me encontrar nesse dia a trabalhar na Nazaré, larguei tudo e lá estava presente a tempo e horas. As técnicas e uma estagiária também foram pontuais; aguardámos até ás 17.05 horas a mãe e as meninas não apareciam e estávamos já para ir embora quando finalmente apareceram, alegando que não era bem ali o local combinado, mas lá esclareceram as situações. Depois dessa dificuldade surgiu outra, a Ana Rita recusou a ficar ali com as técnicas e com o pai, só ficava se a mãe também ficasse. A DR.ª Celina perguntou-me se me opunha, eu disse que não e a mãe também ficou e fomos sentar-nos na esplanada. Estivemos com as meninas e com a mãe cerca de hora e meia, ao longo deste tempo tanto as técnicas como eu procurámos encontrar caminhos construtivas, caminhos de tolerância e de soluções para o problema, mas a Ana Rita artilhou-se com todas as armas não dando a menor hipótese de que se conseguisse algum resultado positivo, chegando inclusive a ser indelicada e até mal-educada, com a conivência da mãe que embora estivesse presente o tempo todo e fosse várias vezes solicitada para dar a sua opinião ou intervir, dizendo que ela como se não estivesse ali não sendo sequer capaz de repreender a filha por tomar posições e discursos pouco adequados para com as senhoras. Uma vez mais a mãe recusou as suas responsabilidades parentais, desculpe SR DR Juiz quem não assume estas responsabilidades não pode ser considerada boa mãe, e na minha opinião representa até um perigo futuro para as crianças. Procurei manter sempre a calma e frieza necessária para lidar com a situação, mas por vezes também não é fácil para mim, pois não posso aceitar de ânimo leve estas atitudes das minhas filhas, a educação é para mim elementar, apesar de ter nascido numa família pobre e humilde foram sempre estes os valores que me transmitiram. Uma mãe não é boa mãe porque alimenta a horas, veste e leva á escola, uma mãe tem de ser muito mais que tudo isto. SR DR Juiz, estou a escrever esta carta sem ler as palavras do documento da informação feita pelas técnicas ao TFM Coimbra, acredito que nessa informação as palavras das técnicas sejam um pouco brandas em relação a este dia, no entanto no próprio dia elas ficaram tão petrificadas quanto eu pelas atitudes e tomadas de posição de mãe e filhas, sendo unânimes em achar que a minhas filhas precisam urgentemente de ser ajudadas num acompanhamento psicológico, principalmente a Ana Rita. O discurso da mãe centrou-se sempre no “…-eu é como se não estivesse aqui… não me oponho, mas quem sabe é a Rita….”, Desculpe SR DR Juiz mas são tretas em que ninguém de bom senso pode aceitar ou acreditar. Nesta fase da vida eu até já nem sei o que é pior para as minhas filhas, se durante muito tempo achei que o melhor para elas era que estivessem com a mãe, mantendo as suas rotinas diárias e nos mesmos locais, hoje já não tenho as mesmas certezas pois começo a achar que a mãe representa um perigo ao seu desenvolvimento social e emocional. SR DR Juiz, uma vez mais me declaro disponível para tudo o que achar conveniente, peço-lhe apenas que seja o mais breve possível na resolução deste problema de incumprimento, porque a cada dia que passa se cava um fosso de distância entre as minhas filhas e eu; eu não queria chegar a um ponto irreversível.


8. Associação Pais para Sempre; foi na internet que descobri a pais para sempre, foi através desta que comecei a entender o fenómeno da alienação parental. Foram muita a vez que telefonei ao SR Luís Gameiro a pedir algumas orientações, ele foi sempre impecável comigo e aproveito para lhe agradecer a paciência, mas foi-me sempre dizendo-me, que teria de ter forças para aguentar pois seria sempre cada vez pior e recomendou-me ler alguns livros tais como: “ SINDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL” “AMOR DE PAI”, etc., foi o que fiz e quando li o primeiro parecia-me que o autor conhecia em pormenor a minha vida e que estava a escrever sobre mim, mas não; mais tarde um membro de outra associação disse-me uma frase impressionante mas que representa exactamente a realidade destas situações:  “…eu já conheço completamente a tua história, pois nestas questões tudo é igual mudam apenas os nomes das crianças e as suas datas de nascimento!” quem me disse esta frase foi o Alister Grant da Associação para a Igualdade Parental.


9. Associação Para a Igualdade Parental; foi igualmente na internet que conheci esta associação, foi com o Ricardo que mais vezes falei, ele foi sempre impecável, orientando-me e elucidando-me acerca deste meu problema, infelizmente ele tinha razão o meu problema agravar-se-ia. O Ricardo é um excelente activista nesta associação e espero que tenha as forças suficientes para levar este projecto o mais longe possível, pois a causa merece. Eu dou a ajuda que posso a esta instituição. No dia 25 de Abril de 2010 saiu uma entrevista minha no Jornal Expresso por ser o dia internacional para a consciencialização sobre a alienação parental, relatando um pouco do meu caso, a mãe foi contactada pelos jornalistas para dar também as suas versões dos factos tendo o direito ao contraditório, mas recusou intervir, pois a estratégia é silenciar e não falar sobre o assunto. Nesse mesmo dia andei pelas Ruas de Coimbra distribuindo uma brochura, para consciencializar as pessoas sobre estas realidades e foram muitas as manifestações de apoio que recebemos por lutar por esta causa que é tão importante mas tão desprezada em Portugal. A entrevista deu lugar também a uns vídeos / documentários que explicam o que é isto da alienação parental que podem ser vistos no Site do jornal Expresso online, pesquisando no motor de busca da página por “FILHOS SEPARADOS DOS PAIS”. Mais recentemente a associação para a igualdade parental criou os núcleos regionais que estão também a reunir-se de vez em quando, chamando-lhes reuniões dos grupos de auto-ajuda que considero serem importantíssimos para apoiar outros pais que sintam necessidade de apoio numa fase de consciencialização de todo o drama. Os responsáveis pelo Núcleo regional de Coimbra são o Tiago e a Joana que são enfermeiros, os grupos funcionam em datas certas, no antigo edifício dos CTT na Av. Fernão de Magalhães (prédio cor de rosa), as datas das sessões estão agendadas no blogue da Associação Para a Igualdade Parental e também na sua página do Facebook. Foi fundamental para mim esta associação, pois serviu para eu me consciencializar ainda melhor do meu problema, mas fundamentalmente deu-me forças para lutar por esta causa que considero que está a dar passos importantes para que no futuro cada vez menos crianças possam que ter de viver tais situações. Aos responsáveis desta Associação peço desculpa de não ser mais activo, mas como sabem tenho uma vida profissional e social bastante intensa, o que faz com que me reste muito pouco tempo livre, mas defendo a causa todos os dias e no futuro com certeza que apoiarei muito mais esta associação.


10. NUSIAF; Talvez eu não perceba nada de psicologia, mas até agora o NUSIAF representou a minha grande decepção em todo o processo. A equipa que esteve com o meu caso era Liderada pela DR.ª Madalena Alarcão, mas existiam ainda mais 3 pessoas ligadas ao processo, o DR André, a DR.ª Alda Portugal (penso que estagiários) e ainda uma outra DR.ª de quem não me lembro do nome. No meu entender sempre me pareceram sinistros e desconfiados, as terapias utilizadas pareceram-me desajustadas, pouco interessantes e não conduziram a nenhum resultado positivo, e infelizmente eu estava correcto, a situação agravou-se ainda mais. No meu entender os professores e técnicos utilizam este departamento NUSIAF, como formação para os seus estagiários, mas pareceu-me que utilizam as pessoas como cobaias das suas experiências, os processos são antiquados e desajustados da realidade e é aí que se centram os falhanços, pois foi por aí que se caminhou em destino ao fracasso. Tal como já referi, para mim o NUSIAF foi uma desilusão e senti-me cobaia em muitos dos momentos. Posso até não perceber nada de psicologia, mas recomendo aos técnicos do NUSIAF que tratem mais as pessoas como pessoas, a frieza com que muitas vezes era recebido, a rigidez dos vossos métodos, a indiferença com que lidam com os nossos apelos, pedidos ou sugestões, fez com que nem sempre me sentisse pessoa, e também não acredito que com esses métodos possam algum dia em algum caso ter resultados positivos, desculpem mas é a minha opinião.


11. EMAT; Após a minha denúncia por incumprimento em Julho de 2007, foi para o EMAT que o meu processo foi reencaminhado para as técnicas Celina Henriques e Rosário Ataíde. No inicio fomos a algumas entrevistas individuais mas também em conjunto. As técnicas queriam saber todas as particularidades do problema. Ao longo de todo o tempo as técnicas têm-se esforçado para fazer ver á mãe que ela tem deveres de assumir a responsabilidade, tirando de cima da filha Ana Rita o peso de decidir o que os adultos devem decidir pois tem apenas 12 anos. Em Julho de 2008, num dos encontros a DR.ª Rosário tentou fazer entender á Rita que o que o pai sente pela actual esposa e por ela (Rita) são coisas absolutamente diferentes, e aqui fica a transcrição desse mesmo discurso:

Rita: -Não quero estar com o meu pai, porque ele trocou-me pela outra…

Dr.ª Rosário: – Quem é a outra?

Rita: - A Graça.

Dr.ª Rosário: -Então, ele trocou-te como? Querias ser tu a mulher do teu pai?

Rita: …-Oh…não é nada disso…

Dr.ª Rosário: -Então a Graça é que é agora a filha do teu pai?

Rita: -Oh…Olha… tu não percebes nada…

Claro que aos olhos da Rita as técnicas é que não percebem nada, pois ela foi programada para tomar como suas as dores de sua mãe, ignorando por completo as tentativas que as técnicas estavam a fazer por lhes fazer entender a realidade das coisas. Em 2008, nessa ultima entrevista que tivemos com as técnicas, a mãe tentou alegar que no ano anterior o pai ia deixando as filhas morrer afogadas nas piscinas do Luso, e que as obrigou a permanecer lá contrariadas, mas quando mostrei fotos desse dia que contrariavam o que a mãe estava a dizer naquele momento, surgiu então uma nova dificuldade, nas poucas saídas seguintes que existiram passou a ser proibido que o pai as fotografasse; a ultima fotografia autorizada às minhas filhas foi na última vez que as levei ao Portugal dos pequeninos, em que pedi á Ana Rita para lhe tirar uma foto junta com a Inês no mesmo local onde lhe tinha tirado a ela quando era pequenina, ela aceitou mas informou que só poderia ser 1 foto. No último encontro entre todos as técnicas tentaram aumentar o tempo de permanência nas visitas ao pai que se vinha a diminuir de visita para visita, mas mais uma vez a mãe não cumpriu com os acordos e levou mesmo ao agravar da situação que em Agosto foi o cortar definitivo com as visitas por recusa das meninas e conivência da mãe, a programação tinha finalmente conseguido um objectivo importante para a mãe, terminar com as visitas. As técnicas do EMAT sentiram que pouco mais podiam fazer naquela fase e sugeriram ao tribunal que tentasse pedir acompanhamento pelo NUSIAF, que foi o que o tribunal fez. Como já referi anteriormente no ponto 10, o acompanhamento por parte do NUSIAF, foi andar ainda mais com o processo para trás, e após constatar que tudo tinha resultado num falhanço, resolveram remeter o processo novamente para o tribunal, que por sua vez reencaminhou novamente para o EMAT, e é onde se encontra nesta altura todo o processo.

No dia 13 de Outubro, houve uma tentativa para retomar com as visitas entre pai e filhas imposto pelo tribunal, mas o encontro não correu nada bem. Para começar a mãe atrasou-se 35 minutos em relação há hora combinada, já nós nos estávamos para ir embora, depois acabou por não deixar as meninas pois a Rita impôs que a mãe também teria de ali ficar; as técnicas perguntaram-me se me opunha, claro que não iria começar ali um novo conflito e aceitei. A mãe ficou, fomos sentar-nos na esplanada da geladaria do parque verde onde as técnicas tentaram que o encontro fosse o mais em paz possível. A minha filha mais velha armou-se com todas as armas possíveis, recusou ao longo de todo o tempo todos e quaisquer hipóteses de diálogo, sendo muitas vezes cruel indelicada e até mal educada, e sempre com a conivência da mãe que esteve sempre presente sem intervir de alguma forma nem mesmo quando as técnicas lhe pediram sugestões ou opiniões, refugiando-se sempre no discurso de que ela era como se não estivesse ali, etc. …etc. …etc… Uma vez mais na minha opinião a mãe adoptou um comportamento e uma atitude nada digna e que não defende de modo nenhum o superior interesse das crianças. O encontro falhou, não sei o que se irá passar daqui para a frente, não vejo grandes possibilidades de melhoria, pois nos caminhos em que vejo algumas hipóteses, eles não podem ser seguidos, até porque como as técnicas reconhecem, há falta de meios para poder actuar devidamente. Deposito as poucas esperanças que tenho nas mãos de Deus, das técnicas e do tribunal, tal como tenho feito nos últimos anos, só que o tempo não pára e as minhas filhas estão a construir a sua personalidade, baseadas numa imagem do pai distorcida e muito negativa do pai, que poderá alterar o seu percurso para o resto da vida, sem que eu possa fazer nada para alterar o actual rumo das coisas. Não estarei impávido e sereno, mas aguardarei…


12. Familiares. Apesar de ter uma família bastante grande na minha parte, as contingências da vida também fez com que não mantenha contactos habituais com muitos deles; a família com que mais regularmente contacto são: a minha mãe, a minha irmã Rosa, meu cunhado e sobrinhos; há um ou outro primo com quem mantenho contactos esporádicos mas pouco ou nada conhecem da minha actual situação. Até 2008 as minhas filhas viam regularmente a avó paterna, a tia e madrinha e também os primos, mas desde essa altura que os meus familiares directos estão privados do contacto com as minhas filhas, pois também foram apanhados nesta programação, nesta alienação parental. A Avó materna é quase invisual, tem uma enorme saudade das netas, mas já não está na sua presença ou mesmo fala com elas por telefone há 2 anos; a madrinha e tia das meninas viu-as a última vez quando a Rita esteve hospitalizada para ser operada á garganta, e da última vez que lhes telefonou foi literalmente despachada pois a Rita apenas lhe dizia: …tchau… tchau… tchau… Também lhes escreveu 2 vezes mas nunca obteve qualquer resposta. As meninas não são propriedade privada de sua mãe, não tem o direito de agir desta forma, pois todos os meus familiares estão impedidos de contactar com as minhas filhas por imposição da mãe. Quanto á família da mãe das minhas filhas, com quem eu convivi ao longo de 10 anos, adoptaram após o nosso divórcio a posição mais confortável, ou seja afastarem-se de toda a situação para evitar envolvimento nos conflitos, tal com alguns de vós me disseram várias vezes a avó das minhas filhas é conflituosa e não pretendem conflitos com ela, até porque mesmo assim ainda surgiram algumas situações. Eu próprio entendo isso claramente pois não posso mesmo falar a quem me refiro pois sei que causaria mais e mais conflitos e não é isso que pretendo de maneira nenhuma, no entanto essas pessoas sabem que me estou a referir a elas. Espero no entanto que todas aquelas que se foram refugiando no silêncio tenham plena consciência que também contribuíram para calar ou silenciar toda esta situação, queira Deus que a Rita e a Inês consigam estar sempre imunes a toda esta situação, evoluindo nas suas vidas positivamente, pois caso contrário também acabaram por contribuir para os aspectos menos positivos, apenas por covardia ou porque era mais fácil não opinar. Com alguns de vós eu continuei a manter alguns contactos regulares porque sempre vos achei boas pessoas, porque senti orgulho em ter feito parte da vossa família, sempre vos recebi da melhor maneira que sabia, e alguns de vós ficarão eternamente no meu coração. Talvez vos possa ter decepcionado aquando da minha separação, não era minha intenção, a vida não é sempre como pensamos, mas um divórcio também não é o fim do mundo, é apenas o fechar dum ciclo neste caminho que é a vida. Não sei o que acontecerá no futuro, mas por aqui andarei á espera de melhores dias. Estarei sempre ao dispor de todos, tal como sempre estive.


13. Á minha actual esposa e família. Cheguei a esta família vindo do nada, conheci-te Graça numa das piores fases da minha vida, foi precisamente na fase em que estava em ruptura com o meu casamento, senti-me muitas vezes perdido e desesperado com a vida; foste uma amiga como nunca poderei esquecer; dessa amizade nasceu o Amor, por vezes tive medo que estivesse enganado, poderia estar confuso por estar carente, mas não o Amor que sentia e sinto por ti é enorme. Sei que nem sempre sou uma pessoa fácil, não sou perfeito, mas sou carinhoso, atencioso e muito preocupado contigo. Contigo readquiri estabilidade e um novo fôlego para enfrentar as contrariedades da vida. Quando decidimos cruzar definitivamente as nossas vidas, começaram a surgir os problemas de relacionamento com as minhas filhas, mas não podia ceder a chantagens sem o menor fundamento, ignorando a nossa felicidade apenas porque a mãe de minhas filhas insistia que não queria que as meninas se relacionassem contigo, embora elas tenham tido contigo uma óptima relação antes de saberem quem tu eras na realidade e até no inicio apenas recusando a tua presença quando tal lhes foi imposto. A minha união contigo, para além da própria união ser óptima veio proporcionar-me outros relacionamentos com outras pessoas igualmente muito bons, como é o caso da tua filha Ana Lúcia que tem actualmente 22 anos sendo já adulta, por quem nutro um carinho muito especial, que eu respeito incondicionalmente como se fosse uma espécie de uma filha mais velha, uma amiga que ganhei e que me respeita igualmente a mim, mas também o namorado, o Luís, pessoa por quem tenho uma especial consideração e considero impecável. A restante da tua família eu também adoro, mas tenho de deixar aqui registado o meu relacionamento com o teu pai, pessoa com quem tenho pena de não ter convivido desde sempre, pelo exemplo de excelente ser humano e excelente pai que é e sempre foi para as suas 6 filhas. Não tive pai a acompanhar o meu crescimento, mas se o tivesse tido, gostaria que tivesse sido como o teu pai. Graça, só tu sabes o que tem sido o meu sofrimento causado por esta separação forçada de minhas filhas, só tu sabes quantas noites passei em claro sem dormir, pensando em soluções para mudar e melhorar o meu relacionamento com elas. Agradeço-te pelo carinho e pelo apoio que sempre me prestaste; também a ti as minhas filhas acabaram por magoar, sem que tenhas culpa rigorosamente nenhuma do que quer que seja e que sempre foste correctíssima com as minhas filhas em todas as vezes que estiveste com elas. Sabes que a minha esperança em relação a tudo isto anda em baixo, mas sabes igualmente que jamais baixarei os braços, pois sabes o quanto amo as minhas filhas; peço-te apenas alguma paciência e compreensão, nem sempre sou o mais racional possível nestas questões das minhas filhas, para mim é complicado saber o que fazer, vou agindo com o coração, vou-me magoando muitas das vezes, mas estou sempre a pensar em avanços positivos na minha relação com as minhas filhas, mesmo não sendo o que tem acontecido.


14. Á Gelcentro e a Morais Eventos.

A Gelcentro e a Morais Eventos são os locais onde trabalho, na Gelcentro durante a semana e na Morais Eventos ao fim de semana. Assumo que sou uma pessoa com um temperamento nem sempre fácil, sou impulsivo e procuro ser perfeccionista, chego a ficar inclusive insatisfeito comigo próprio quando as coisas não me correm de feição. Ao longo destes anos, viver o dia-a-dia sem poder conviver alegre e saudavelmente com as minhas filhas, tornou-me muitas vezes numa pessoa sofrida e revoltada, acabando por vezes exteriorizar esse sentimento duma forma pouco correcta, mas luto a cada dia por corrigir essa situação, pois os meus problemas são os meus problemas, não tenho o direito de envolver mais ninguém neles. No desempenho das minhas funções profissionais estou sempre insatisfeito, porque acho sempre que posso fazer mais e melhor, acho que posso ir mais além, mas acho também que por vezes não consigo fazer entender isso mesmo aos meus colegas e superiores. Quanto ao facto de ser muitas vezes impulsivo, tenho essa plena consciência, e sei que custe o que custar é uma situação que terei de corrigir, e prometo que farei um esforço nesse sentido. Para mim as minhas filhas estarão sempre acima de tudo na minha vida, a minha situação actual condicionando-me por vezes a minha vida profissional, no entanto considero-me bastante responsável profissionalmente e sei que apesar dos condicionalismos tenho capacidades para melhorar os meus desempenhos. Nos meus tempos livres tenho procurado fazer algum trabalho de investigação, formação e preparação, para que possa melhorar as minhas competências profissionais. Aos meus superiores e aos meus colegas agradeço por todo o apoio e compreensão que tenham tido comigo até então, alguns de vós também sabem o quanto me tem custado esta distancia entre mim e as minhas filhas, se por vezes também com vocês eu fui mais impulsivo a responder perdoem-me mas por vezes é difícil andar calmo com tantas contrariedades nas minhas relações com as minhas filhas; no futuro procurarei evitar estas situações, peço apenas que me respeitem que eu respeitar-vos-ei. 


15. Às minhas filhas. Por último, mesmo não sabendo se poderão chegar a ler estas minhas palavras, dirijo-as às minhas filhas, que são a razão de todos estes meus sentimentos, e são também as pessoas mais importantes da minha vida. Ana Rita e Inês, gostava imenso que me ouvissem, que não fossem tão negativas com o pai, eu não vos quero mal nenhum, nem tão pouco obrigar-vos a nada. O pai vive a vida sempre a pensar em vocês, só quero que sejam felizes, e que sejam boas meninas. Filhas, é verdade, o pai separou-se da vossa mãe, mas nunca me separei de vocês porque são coisas diferentes. Nós os adultos somos pessoas confusas, mas todos nós amamos os nossos filhos, e eu não sou diferente, eu também vos amo. Não quero de maneira nenhuma, que deixem de estar onde mais gostam, de frequentar os locais em que se sentem bem, não quero interferir nas vossas amizades, pois serão sempre a escolher os vossos amigos, mas gostava que soubessem e sentissem que podem contar comigo, o vosso pai, para ser vosso amigo, para vos ajudarem quando precisarem, para partilhar com vocês alguns momentos das vossas vidas. Não fujam do pai quando vou ás vossas escolas, eu nunca vos fiz nenhum mal nem nunca farei; eu vou lá porque me preocupo com vocês, porque quero ser informado de como é a vossa vida na escola, felizmente que são boas alunas e também boas meninas pois tem sido sempre essa, a mensagem, que me tem transmitido, as vossas professoras. Ana Rita e Inês, não sei o que acham que eu vos tenha feito assim tão mau que nem têm coragem de olhar para o vosso pai, mesmo assim peço desculpa por aquilo que achem que eu possa ter feito de errado, não foi com intenção de vos magoar ou para vos deixar desoladas comigo. Ana Rita, no último natal fiz-te um pedido que não era nada para mim, pedi-te que telefonasses á tua avó Maria do Carmo, de quem já nem te deves lembrar bem, volto a reforçar o mesmo pedido, telefona á tua avó, que já não te ouve há muito tempo e que se sente muito triste por essa situação; ela está velhinha e doente e um dia podes já não ter tempo para o fazer. O pai não vai esquecer-se nunca de vocês, e quando quiserem estou sempre disponível para vocês. Tenho tantas saudades de brincar com vocês…


 A todos a quem dirigi as minhas palavras, gostava apenas que soubessem um pouco do que tem sido esta minha vida sem a poder conviver saudavelmente com as minhas filhas; não desejo nem nunca desejei mal algum á sua mãe, as nossas divergências ficaram lá atrás, por isso nos divorciámos; não sei quem foi que teve mais culpas, isso já nada interessa, a única coisa que conta nesta história, é a Rita e a Inês; tudo o que pedi até hoje, é que me deixe ser pai de minhas filhas, e é tudo o que pretendo. Não sei o que acontecerá no futuro, não sei quais os caminhos que seguirei, irei por onde a consciência me levar, mas sempre com as minhas filhas no horizonte, porque são elas a principal razão do meu viver…


 Amo-vos filhas, não desde sempre, mas para sempre…


Pedro Albuquerque

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