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A mostrar mensagens de abril, 2024

Voar depois de caír

 Voar depois de cair Não sou movido por IA, Não tenho inteligência acima da média, Não tenho feitos especiais reconhecidos, Sou vulgar entre os vulgares, Sou uma pessoa normal, Ambições normais, Sentimentos e desejos banais. Tive no tempo dias difíceis, Desilusões e desamores, Dias de mágoa e melancolia, Ás vezes caí estatelado, Quase sem asas, Perdido no fundo do abismo. No fundo do poço sofri, Ás vezes humilhado e espezinhado, Fui sensível quase sem reação, Chorei e agonizei, Senti raiva e revolta, E das trevas renasci, Ás vezes na queda nascem asas, As minhas permitiram-me voar, Um voo fantástico depois da queda. Não sei quanto tempo andarei por cá, Ninguém sabe, Mas vou viver cada um dos meus voos com intensidade, Vou voar apaixonadamente por cada coisa que me acontece, A vida em si é uma dádiva, Que só a disfruta quem a sabe sentir. Não importa por vezes a tormenta... O importante é ter asas para voar depois de caír... Pedro Albuquerque

Sons da Aldeia (texto de agosto 2017)

 Sons da aldeia Escuto os silêncios da aldeia,  Atento, com audição em alerta, Posso perceber que afinal o que parecia silêncio, Tem muitos sons, muitos movimentos. No abismo,  No céu bem por cima de mim, Aviões bem lá no alto, Vão passando e são audíveis, Cá em baixo, onde parece reinar o silêncio. O ribeiro apesar da seca não secou, O correr das suas águas, Saltitando nas pedras e seixos, Parece uma espécie de melodia, Cadência sempre certa no seu cantar, Suas águas rumo ao rio,  E depois rumo ao mar. Uma coruja, Camuflada na noite escura, Canta espaçadamente, Ora aqui perto, ora mais longe, Deve ser como comunica, Com outras corujas por aí, Ou apenas sons banais, Duma ave de rapina. Posso perceber que sopra uma brisa, Que faz abanar ramos e folhas, Árvores e arbustos parecem bailar, Sons duma serenidade e acalmia, Mas sons mesmo assim. Apesar do andar matreiro, Posso escutar o ruido dum gato vádio, Que caminha sobre folhas secas, Denunciando os seus movimentos, Ta...

E fui...

 Procuro ir, Vou mesmo se penso que tenho algo a ganhar Quase sempre que o penso... Quase sempre ganho mesmo. Mas há o contrario, Às vezes ou quase sempre, Não deveria permanecer onde já não deveria estar Ou onde já não estou mesmo. "NUNCA FIQUES ONDE JÁ NÃO ESTÁS" Grita-me ensurdecedoramente a consciência, E tem razão, enorme e cruel razão... Só fazemos falta onde nos sentimos bem. Continurei indo... Ganho sempre que vou, Quando já fui apesar de parecer que estou... Quase sempre ganho... Parece que estou mas já fui mesmo... E já ganhei... Pedro Albuquerque