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Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2024

A poesia

 Poesia Não, não sou poeta, O que escrevo não são poemas, Apenas um emaranhado de palavras, Transcrição de sentimentos,  Devaneios talvez. O que escrevo não são poemas, Apenas frases que me saem, Gritos de revolta, Carlnhos e paixões, Ás vezes nem sei o que escrevo, Apetece-me apenas. O que escrevo não são poemas, Não sei o que são, São apenas palavras, Escritas á sorte, mas não são poemas. Poemas são palavras com nexo, São melodias escritas. O que escrevo não são poemas, É apenas um pouco de mim num papel, Eu não sei escrever poemas, Eu não sei cantar escrevendo. O que escrevo não são poemas, Nada percebo de poesia, Sou apenas eu a escrever sem nexo. Gostava de escrever poemas, Frases bonitas com alma, Amor, dor e paixão, Mas não consigo. Não, não sou poeta, E o que escrevo não são poemas. Pedro Albuquerque

Violência doméstica

 Violência Doméstica  Cobardia, Demência, machismo, Má formação pessoal, Adjetivos demasiado brandos para classificar. Não me é fácil aceitar, Não sei compreender, É algo demasiado desumano para merecer perdão, Violência sobre quem é indefeso é inqualificável, Só pode ser doença para além de crime, Para mim merece castigo máximo, Por exemplo castração. Felizmente não conheço muitos capazes de tal barbárie, Ou então estão bem calados e escondidos, Cobardes como disse no inicio, Homem que a comete não é homem, Um bicho talvez, Para não dizer atrasado. Nada justifica violência, A pluralidade de opiniões, vontades ou formas de estar é legitima, Há que aceitar com naturalidade, Traição só existe quando acabou o amor, Ninguém é obrigado a ficar com ninguém, Somos livres de ser livres. Quis apenas exteriorizar a minha opinião, Não aceito qualquer argumento que justifique violência doméstica, Meu coração estará sempre e incondicionalmente com as vítimas deste flagelo, Que deve ser den...

Vou por aí

 Vou por aí, Vaguear sem rota nem destino, Vou beber naquela aldeia, Ver cabras e ovelhas, Entre serras e montanhas, Perder-me em trilhos e vielas, Cheiro a pasto e Prado, Uma velhinha e um gato, Nas voltinhas e passeios, Subir montes e castelos, Em igrejas e capelas, Deambulando ao acaso.   Vou procurar as cascatas, Vestígios do passado, Outros tempos, outras gentes, O mesmo lugar. Vou procurar a tasca, Beber o vinho comer a sandocha, Passar o tempo e conviver, Com as gentes das aldeias, Que sempre estão ali, De conversa fácil, Contando os dias que passam, E os que ficam, Sempre por aí,  No mesmo lugar, Até já não estar, E o tempo os levar. Se um cão me ladra, Se uma vaca denuncia minha presença, Um pato ou um pavão, Com seus sons característicos, Acusam minha chegada, Um estranho naquele local, Seu território, sua tranquilidade. Vou acalmar o momento de agitação, Quero estar no cenário, observando, Não quero ser perturbação, Quero ser paz e serenidade, Inserir-me t...

Ás vezes morri

 Ás vezes morri Fui morto e quase enterrado Ressuscitei de morte antecipada  Nasci de novo sem nunca ter morrido Mais sábio e mais resolvido. Ás vezes morri Preparam-me funerais e cerimoniais Tudo pronto para o meu luto Mas a resiliência ressuscitou-me E ainda estou por aqui. Ás vezes morri Fingi que morri mesmo Se calhar até morri para alguns Meu coração está morto sem notarem Morreu para o que é irrelevante  Ás vezes morri sem morrer Ás vezes bem vivo já morri Ás vezes decidi morrer Ás vezes foi o coração que decidiu por mim Ás vezes é mesmo melhor assim Fingir que vivo mas já morri Ou fiz morrer o que não é importante para mim. Ás vezes, por vezes... Morri... Pedro Albuquerque

Sudoeste Alentejano

 Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano  Mentalmente já parti Já parti e deixei por cá apenas memórias  Memórias de dias normais e de paz Memórias minhas, da Graça e talvez os miúdos também um dia lembrem. Ao oeste alentejano não tenho ligações fraternas especiais Que não sejam igualmente memórias de outras épocas  Passagens da vida, de outras vidas E recordo especialmente as furnas sem de muito lembrar E as pessoas que também marcam essas memórias  Rita, tia Alice, Rosa... Mentalmente já não estou cá  Já vamos por aí a palmilhar kms rumo ao lar Mentalmente já partimos porque aqui não pertencemos Deixamos apenas as pegadas na areia Uns euros na economia local E nossas almas por aí a vaguear  Nos locais onde fomos felicidade, paz, serenidade. Mentalmente já não estamos por aqui, Milfontes, Furnas, Odeceixe, Zambujeira, S.Torpes, Sines, Santo André, Porto Covo... Estes são agora apenas locais de lembrança, Alguns que a mente teimará em preservar, Onde dep...

B sucedido

 Bem sucedido... Ser bem sucedido não tem necessariamente que ver com conta bancária, Não tem que ver com cargos de chefia, Não tem absolutamente que ver com nenhum tipo de poder, Que não seja o poder da liberdade, de fazer o que se quer quando se quer, E só aí, apenas aí, entra a importância de alguma independência financeira. Alguma independência financeira?...sim... Apenas o dinheiro suficiente para não nos preocupar-mos com dinheiro. Importante é perceber o peso dos desafios e superá-los, Ser bem sucedido é ter paz mesmo no meio do turbilhão, Ser bem sucedido é sentir que fazes ou fizeste parte da construção de algo positivo, Mesmo que possa existir quem a qualquer custo destrua o que foi construído. Ser bem sucedido é viver sem invejas ou mesquinhices, Ser bem sucedido é descobrir a magia das coisas belas e desvalorizar a hipocrisia, Ser bem sucedido é estar de bem com a vida e comigo mesmo, Ser bem sucedido é sentir que o que não te derruba, fortalece-te... Sinto-me bem suced...