Uma lágrima que não se vê,
Coração ferido, escondido em si mesmo,
Momentos não vividos,
Dum tempo que o tempo levou,
Pedaço duma história que não findou,
De que não sei o fim,
Em que todos perdem ou perderam.
Fico em silêncio,
Mente entupida de sonhos,
Desejos presentes em cada dia,
Incessantes mesmo que dificeis,
Nada na vida é definitivo,
Na morte não sabemos,
E poderá ser aquilo em que cada um acredita.
Dias duma felicidade triste,
Sorrisos forçados e carregados de desejos fortuitos,
Nas conversas banais pouco surge o que seria normal,
Ausência de assuntos,
Meu desconhecimento pleno assim o dita,
Só sei que nada sei,
Apenas rezo para que seja de tranquilidade,
O caminho em que um dia sonhei estar.
Eu sei que consigo sobreviver,
Nas dificuldades vou encontrar motivos para nunca desistir,
O não, não é não sempre,
Talvez um dia o não seja sim,
Talvez possa um dia sorrir,
Tanto para dizer, tanto para escutar,
Talvez... quem sabe um dia.
Se um dia a morte me levar,
Antes de que possa findar o caminho,
Deixo palavras,
Sentimentos puros daquilo que penso,
Meu total e sincero amor,
Desperdiçado e rejeitado,
Mas que não pode ser apagado,
O tempo leva-nos o corpo,
Mas a alma, nossos sentimentos,
Nossa vida profunda,
Jamais deixará de existir,
Ficará por aí espalhada ao vento,
Até encontrar seu destino.
Pedro Albuquerque

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