Tempestades!
Caminho á chuva,
O dilúvio que me atormenta,
Não é a água que me cai em cima,
Mas a torrente de angústia e tristeza que me encharca a alma.
As gotas que me caem pela face,
Não são chuva,
São explosão de mágoa,
Que o meu coração insiste em libertar,
Quando penso em vocês,
Tudo o que perdemos,
E o nosso Sol,
Que teima em não aparecer.
Caminho á chuva,
Busco desesperadamente mas paciente,
Uma abertura entre as nuvens,
Que permanecem num céu cinzento,
Carregado,
Difícil de limpar.
Na Ásia as tempestades são intensas mas passageiras,
Por vezes as tempestades são destrutivas,
Mas há sempre os sobreviventes,
Os resistentes ou resilientes,
Que sempre acreditam que depois da tempestade vem a bonança.
Já vi sobreviventes de terramotos,
já vi seres humanos que negaram perder no que parecia impossível ganhar,
já vi seres muito frágeis com uma capacidade de luta incrível,
e venceram,
encontraram o seu Sol.
Posso ainda caminhar à chuva,
O dilúvio ainda me atormenta,
Um dia esta tempestade passará,
O Sol para nós brilhará radiante,
E virá a Bonança,
A nossa Bonança,
Pedro Albuquerque

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