Vicios


 Final de tarde, segunda-feira (Foz do Arelho)


O vício chama-me para qualquer coisa,

Qualquer coisa que tenha movimento.


Talvez caminhar que dá,

Mesmo com o teimoso do joelho a atarantar-me, eu vou.


Enquanto caminho, nas margens da lagoa,

Absorvo os silêncios,

Aprecio os pequenos sons que se escutam,

As paisagens que entram em mim...


Sinto-me meditar pelos meus,

Riqueza bem mais valiosa que as monetárias,

Meus momentos são tesouros inexplicáveis,

Só posso agradecer á vida o que me tem dado.


Hoje ficava aqui para sempre,

Caminhando apaixonado pelo que recebo,

Bebendo em sofreguidão os aromas da maresia.


O pôr-do-Sol está quase aí,

Para pincelar o cenário de perfeição...

Que Deus entupa o coração dos meus,

Com a mesma tranquilidade e satisfação...


Os meus de casa...

Os meus amigos...

Os meus familiares...

Os meus conhecidos...

Todos os meus...


Pedro Albuquerque

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