Alentejo


 Alentejo

Perdido por aí sem destino certo, Percorrer teu montado imenso neste Portugal pequenino mas tão profundo.

É bom descobrir em ti coisas novas mas também lembrar as eternas que são também a tua identidade.

Os sabores e cheiros da tua simples e riquíssima gastronomia.

Tuas artes e cultura inquestionável.

Tua gente e o seu maravilhoso sotaque alentejano...

Tuas histórias dum passado longínquo ou recente.

Regresso a casa de coração cheio,

Um dia qualquer hei-de voltar,

Se fosse capaz tentava cantar-te,

Mas não tenho essa audácia,

Seria incapaz.

Trago comigo teu cante,

Sinto na pele tua géne e tua similitude única.

Invejo positivamente quem consegue em ti permecer,

Até mesmo vindo de longe,

De outras rotinas de cidade grande,

Encontrando aqui caminhos de vida,

Bebendo tua serena vida,

Tua paz,

Abraçando artes e ofícios de outras épocas,

E simultaneamente fazendo dessas artes profissão e destas terras sua casa.


Oh querido Alentejo,

Não deixes nunca de ser assim identidade,

Não deixes de o ser por todos nós,

Porque ser alentejano é ser tanta coisa...

Sublime, excepcional, incomparável.


Pedro Albuquerque

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