Treinar subidas.
Há um momento em que treinar para subir a Montanha do Pico deixa de ser um plano… e vira quase uma religião.
Já nem procuro percursos bonitos. Procuro declives. Quanto mais sofridos, melhor.
Escadas? Claro.
Rampas de garagem? Bora.
Penhascos muito íngremes? Isso é que é.
Ruas a direito? Isso é para quem ainda quer paz na vida.
Comecei até a sonhar em modo “subida contínua”. Acordo a meio da noite, sobressaltado a pensar: “Espera… aquela rampa tinha potencial para mais 200 metros de sofrimento vertical?”
Já nem penso em férias, nem em fins de semana, ou em relaxar...Penso em elavacões. Em mais subidas e mais inclinadas. Em qualquer coisa que desafie a gravidade e a minha sanidade mental.
Se alguém me perguntar como estou, a resposta é simples:“Depende… isto hoje é a subir ou a descer? Porque isso muda tudo.”
Tudo isto para que, quando finalmente chegar a hora de enfrentar a Montanha do Pico, ela me olhe de cima a baixo e pense:“Outra vez estes malucos do Focus?
Não conseguem arranjar hobbies normais?
Ainda vamos ouvir dizer que é lá é que é o centro do mundo...”

Comentários
Enviar um comentário