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Mensagens

O filme da vida

O filme da vida Não somos mais que pedaços de histórias, Actores principais nos nossos enredos, Secundários nos de outros que nos são próximos, Ou apenas figurantes em outros cenários dos nossos caminhos. Por esses palcos onde andamos, Não somos perfeitos e incapazes de alcançar a plenitude, Os actos que cada um de nós protagoniza, São pejados de pluralidade, Diferentes sentimentos, motivações e estados de alma. No teatro das nossas vidas, Que cada um actua da forma que melhor lhe parece, Aos olhos dos outros,  O nosso modo de vida, Nem sempre é o mais acertado, o mais correcto, Olhamos e apontamos os outros,  Muitas vezes sem virar o dedo para nós próprios, Reconhecendo também o nosso lado menos bom. Nos nossos palcos,  Os filmes passam a uma velocidade vertiginosa, As cenas e actos passam a rotações estonteantes, Nascem e morrem os dias, Mudam as primaveras,  Crescemos, envelhecemos, E muitos lamentos do que foi ou não foi, Do que devia ter sido, Como se fosse poss...

O Caminho

Não vi o caminho por onde vim, Nada, Uma luz, uma pedra, uma sombra, Um único sinal... Vivemos sem saber o propósito, Não percebemos, Não sentimos que estamos a aprender, Aguardamos distraídos noutras coisas, Não percebemos nada...julgamo-nos sábios... O percurso, Ensinarnos-á o caminho de regresso, Ele sempre foi a missão final, Foi e é preciso aprender, Mas quando for tempo haverá regresso, Será então fácil saber o caminho, E então não existirá regresso... Pois não vimos o caminho por onde vamos, Uma luz, uma pedra, uma sombra... ... nada... Pedro Albuquerque

por vós...

Por vós, Passo muitos dias pensando, Procuro. Questiono-me activamente se existem caminhos, Desejo. Procuro imaginar descobrir a solução, Ambiciono. Luto contra mim, e meus possíveis erros, Vasculho. Nos arquivos dos meus pensamentos e memórias, Revolto. Em papéis, objectos coisas e loisas, Remexo. Sorrisos no rosto, paz e tranquilidade, Persigo. Sabendo que podia e devia ter sido diferente, Medito. Que o momento actual tem de ser de serenidade, Aceito. Que há um futuro diferente ali, ao virar da página, Confio. Que foi apenas um outro caminho por onde foram, Entendo. Que as nossas vidas têm destinos traçados, Creio. Um dia, naquele dia, ainda nos vamos rir ás gargalhadas, Ou já não estarei cá, e vocês vão rir por mim, Pois a minha memória ainda andará por aí, Acredito. Pedro Albuquerque

Devaneios

 Indiferente Os sussurros são surdinas, Os burros hurram mas não falam, Estratégias furadas sem nexo, A maldade nunca venceu... Independente, Caminhada sóbria, Bebedeira alucinada buscando progresso, Está por aí o rumo certo, Os burros hurram mas não falam... Não, não estou intimidado, Quem busca destruição, destroi-se, Não vou por aí,  Não sigo o mesmo caminho, Estratégias furadas sem nexo... Estranho o silêncio? Não, nada surpreendido, A falsidade vem de mansinho, A esperteza não é atenta, Os sussurros são surdinas... Seguir o caminho, Conquistar com rotinas sinceras, Seguir a luz noturna do pensamento, Construir sem receios, A magia é a humildade, A maldade nunca venceu... Pedro Albuquerque

Frio

 Embriagado de frio, Corpo enregelado e alma sem conforto, Não pactuo deste tempo,  De neve ou da geada, Desconforto desconcertante, Frio de cortar á faca, As pontas dos dedos geladas, Sem capacidade de superação deste clima, Corpo nos limites combalido, Extasiado e fatigado, Consequências do maldito inverno, Que ainda mal começou, Mas que decididamente já só desejo ver partir. Quando chegar a primavera, Se eu também chegar, Quero viver o maravilhoso sol, Sentir o cheiro das flores, Guardar casacos e camisolas, Roupas e calçado mais aconchegante, Sentir calorzinho, Esquecer os dias frios, Enroscado ora nos lençóis, Ora nas mantas no sofá, Ou até na imensa roupa que trago vestida, Fazendo lembrar um chouriço, A única forma de diminuir o frio que me invade. O frio não me ajuda a pensar, Bloqueia-me a mente, Desbaratina-me o pensamento, Tira-me do sério, tira-me de mim. Decididamente eu não queria viver em países nórdicos, Não me fascina a neve, Não me deslumbra os desportos de i...

Gelcentro Natal 2018

Gelcentro 2018 Cedo nasce o dia, E o sol, esse até só vem depois. O armazém é trabalhoso, Muitas condições especiais, Rotinas certas de pessoas responsáveis, Dificuldades de cada dia, Nem sempre imaginadas ou reconhecidas por todos, O esforço é uma constante em todos nós, Não há trabalhos fáceis  nem dias vazios. Na fruta, Para além de começar cedo termina-se tarde, As rotinas demasiado diferentes do restante trabalho, Outros termos e outros timings, A logística também outro formato, Rotinas igualmente complicadas, Neste departamento, tal como nos congelados, Não há trabalhos fáceis nem dias vazios. Leitões e Malo Mix Farming, Agricultura mista como diz o Boss, O dia a dia, muitos nem conhecemos bem, Mas há que plantar, tratar, colher, Sabemos que se encontra a crescer, Alguém por ali usa o seu tempo, A quinta também é Gelcentro. Leitões para aqui e para acoli, Da maternidade ao matadouro, Carcaças grandes ou pequenas, Difícil  satisfazer todas a...

Abrir a felicidade

Abre a felicidade  Arriscar é ganhar, Perder só perde quem não acredita, Vencer é motivação para mais arriscar, Acreditar sem melindres ou receios, Crescer só cresce quem também sabe perder. A conquista nunca é definitiva, Precisa de dedicação e empenho, Alegria e humildade, Amizade responsabilidade e compromisso, Gratidão. A resiliência é a principal vitória, Paixão e satisfação o combustível, A amizade e sinceridade o veículo, A consciência de correcção a garantia, A paz interior uma necessidade plena. Acredito na minha diferença, Aposto na minha resiliência, Invisto no conhecimento e capacidade, Exijo e dou respeito, Entrego-me de corpo e alma, apaixonadamente. Abro a felicidade. Pedro Albuquerque