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Mensagens

As palavras

As palavras As frases que escrevo, As frases que silenciosamente transmito, Nem sempre comparecem no destino, Por vezes perdem-se num emaranhado de palavras, Não sei se porque as misturo sem nexo, Se porque os sentimentos que transportam não passam, Ou simplesmente porque o destino não quer ou não sabe recebê-las. As minhas palavras, As que vou misturando, São a minha mais profunda tentativa de expor com astúcia, Os meus mais sinceros sentimentos, Sendo eles perceptíveis apenas por aqueles que como eu, Têm nas frases que lêem ou escrevem, A perspicácia de sentir os verdadeiros sentimentos que elas transportam. As minhas frases, Aquelas em que profundamente mergulho, Entram-me alma dentro, Arrancam de mim pedaços, Desmembram por vezes meu coração, Que sofre por não conseguir transmitir os desejos ou emoções, Ao destino certo, que não as recebe. Quando partir, As frases não partem comigo, Ficam para aí espalhadas e explanadas num tempo, Aguardando que um cora...

Medo da morte

Medos. Medo da morte? Talvez, mas de qualquer maneira ela chegará um dia. Medo de perder familiares e amigos? Claro, aqueles de quem gostamos são importantes para nós. Medo de perder rendimentos? Todos temos, o que é supérfluo pode perder-se, o problema é se ultrapassa o mínimo necessário. Medo de não conseguir pagar contas? Sim, quem é sério gosta de honrar compromissos. Medo do tempo que demora a mínima normalização da situação? Imenso, a indefinição, o salto para o desconhecido é o que é incomodativo. Medo duma total ecatombe? Medo mesmo, a economia sabemos que não voltará a ser a mesma, mas um retrocesso civilizacional assusta. Medo de não saber onde estaremos daqui a meses?  Talvez, mas em algum local do mundo haveremos de estar. Qual o meu maior medo? Chorar a perda de familiares e amigos, não ser capaz de proteger os meus. Quem resistirá?  Quem tem medo? Quem partirá? Quem? Quando? Como? Onde? Não temos respostas, temos medos, imensos medos, mas um dia...quando a tormen...

Embriaguez...excessos...STOP...chegou a hora.

A tarde começa ao almoço, Um aperitivo ao inicio, talvez dois, Bem regado se a comida está ótima, Bem regado se está assim assim, Se não está bom? Aproveita-se a pinga... Um digestivo depois ou durante a sobremesa, Talvez ainda um remate final para terminar saboreando, O maravilhoso néctar que acompanhou o almoço. Pela tarde umas bejecas, Uma, mais uma, várias... A tarde é longa e de várias a muitas é um pulo, Perde-se a conta e a noção, Ultrapasso a consciência num ápice, Sinto-me bem e divertido, Mais uma mini, mais uma galhofa... A tarde se fez noite, As mini multiplicaram-se, Mais... e mais... e mais... Talvez a capacidade de consciência esteja alterada, Estou tomado pelos excessos, Não deveria ser assim, Hoje nem penso nisso, Estou eufórico...ás vezes chego a mal disposto... Amanhã em consciência.... Arrependo-me... Vou deixar de ingerir alcool... Eu, já  deixei e já lá vão quase 6 meses, Estou bem sem nenhuma, receita específica, Apenas força...

Texto á Bia quando fez 7 anos

 er princesa e ser criança Magia em cada sorriso Cumplicidade nas travessuras Ternura e carinho de todos os dias. Já voaram 7 anos e mais umas migalhas Sempre mais bonita safada e inteligente No teu mundo de chocolate só há encanto, Doçuras e travessuras, Mas há ainda um coração gigante Capaz de desfazer qualquer vontade de reprimenda. Sou um avô babado, Um padrinho realizado com a tua existência Mesmo que muitas vezes sejas exigente demais No alongar das brincadeiras Que para ti são infinitas. O teu beijinho Aquele que não me querias dar em pequenina Aquele que agora me cobras em cada momento Aquele que me derrete e me desmonta Aquele que por vezes me esqueço de ti ir dar Não desaparece do meu coração onde estás Numa presença intensa e constante. Sê feliz princesa Eu sou feliz por existires.

Saí para fotografar

  Saí por aí para fotografar, Desafiei minha mente em busca de ideias, Procuro, procuro, procuro... Apenas vislumbro silêncio, Estou saudavelmente só, Abraço a natureza que me acolhe, Estou a fotografar o momento, Sou eu o motivo principal do disparo, Mas não estou na foto, Sou o fotógrafo a registar o momento, Disparo para a memória... Registo eternamente este momento. Saí para fotografar, Espairar dos dias confinado, Medito, Inspiro prolongadamente, Respiro fundo... Sou feliz por aqui no meu mundo, Bebo incessantemente a paz que me rodeia, Amenas cavaqueiras pela aldeia, Falo com os pássaros, Com os gatos, os cães... Falo com as plantas,  O Ribeiro que corre lerdo... Falo com quem fala comigo. Saio para fotografar, falo com tudo que fotografo, Saio para viver, Sou feliz por aqui...

Suicídio

 Suicídio Partida sem retorno, Fim de linha sem meta, Final sem ponto, Fim de prosa sem direito a resposta. Não sei se coragem ou covardia, Não acho ser caminho, Partir sem pensar em quem fica, Ou talvez até, demais pensar... Não sei dizer nunca, Poderão existir forças mais fracas, Ceder fortemente á resiliência, Perder serenamente os medos, Embarcar sem bilhete de regresso... Não sei como a mente pensa, Será demência? Será inteligência? Não sou capaz de assertivamente opinar... Ficará a perda, A angustia de não aceitar, O desalento de não ter previsto, A mágua do amanhã que já findou... Não sei entender, Não vou perceber, Não posso aceitar, Não consigo imaginar... O tempo cessou... Pedro Albuquerque

climax

Vi-te despida, Olhei-te fixamente, Admirei-te como escultura, Observei sem pudor tua beleza, Teu corpo nu é melodia no meu olhar. Fantasiei-te nos meus braços, Absorvi teu odor de afoitia, Bebi teu beijo profundamente, Suspirei, Amar-te não é pecado. Não contei o tempo, Perdi-me nos teus braços, Rebolámos ofegantes.  Esqueci o tempo que não pára, Senti o ensejo, Explodimos de prazer... Regressei a mim. Pedro Albuquerque