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Mensagens

A mostrar mensagens de dezembro, 2018

Gelcentro Natal 2018

Gelcentro 2018 Cedo nasce o dia, E o sol, esse até só vem depois. O armazém é trabalhoso, Muitas condições especiais, Rotinas certas de pessoas responsáveis, Dificuldades de cada dia, Nem sempre imaginadas ou reconhecidas por todos, O esforço é uma constante em todos nós, Não há trabalhos fáceis  nem dias vazios. Na fruta, Para além de começar cedo termina-se tarde, As rotinas demasiado diferentes do restante trabalho, Outros termos e outros timings, A logística também outro formato, Rotinas igualmente complicadas, Neste departamento, tal como nos congelados, Não há trabalhos fáceis nem dias vazios. Leitões e Malo Mix Farming, Agricultura mista como diz o Boss, O dia a dia, muitos nem conhecemos bem, Mas há que plantar, tratar, colher, Sabemos que se encontra a crescer, Alguém por ali usa o seu tempo, A quinta também é Gelcentro. Leitões para aqui e para acoli, Da maternidade ao matadouro, Carcaças grandes ou pequenas, Difícil  satisfazer todas a...

Abrir a felicidade

Abre a felicidade  Arriscar é ganhar, Perder só perde quem não acredita, Vencer é motivação para mais arriscar, Acreditar sem melindres ou receios, Crescer só cresce quem também sabe perder. A conquista nunca é definitiva, Precisa de dedicação e empenho, Alegria e humildade, Amizade responsabilidade e compromisso, Gratidão. A resiliência é a principal vitória, Paixão e satisfação o combustível, A amizade e sinceridade o veículo, A consciência de correcção a garantia, A paz interior uma necessidade plena. Acredito na minha diferença, Aposto na minha resiliência, Invisto no conhecimento e capacidade, Exijo e dou respeito, Entrego-me de corpo e alma, apaixonadamente. Abro a felicidade. Pedro Albuquerque

Sonhar minha vida

Atiro-me ao destino, Mergulho intensamente no imaginário, Sonho um futuro que não acontece, Um passado que ainda vive, Pedaço da alma que desvanece. Sou música perdida, Coração rasgado sem melodia, Passo de dança sem compasso, Amigo sem abraço, Chorando sem lágrimas minhas vicissitudes. Quero cheirar a primavera, Descobrir minha alma florida, Encontrar o jardim colorido da alegria, Num dia de sol mesmo que chova, Esvaziar a tristeza que desperta, E sonhar minha vida, Meu pedaço de chão plácido. Continuo perdido, Caminho esquecido que não sei, A mente imagina alterar o destino, Corro e caminho em desespero, O chão por vezes foge, A alegria teima evadir-se, Não vou desistir, Vou voar nas certezas incertas, E vou sonhar... Pedro Albuquerque

As minhas viagens

Viagens Encontrei pessoas, Sítios belos, Culturas onde senti cumplicidade, Paisagens onde se perde a respiração, Praias de sonho paradisíacas, Campos floridos por entre montes e vales, Searas e pradarias. Cruzei os céus, Sobrevoei mares e oceanos, Dias serenos ou tempestades, Vi Alpes e Pirineus, Vi o mundo por aí, 4 continentes na bagagem, Monumentos e catedrais, Encantos únicos. A mente sempre viaja, Lembra dias do meu tempo, Lugares onde estive, Onde não voltarei, Mas também aqueles que ainda penso repetir, Ou aqueles quero ir onde não fui. O mundo é imenso, A vida e a carteira não me permitirão ver tanto quanto queria, Podia até fazer das viagens vida, Devia ser freelancer, fotógrafo, jornalista, Teólogo, médico ou missionário, Uma qualquer profissão que me permitisse ir sem destino, Ver o que há por aí, Onde não fui, Onde talvez não vá... Pedro Albuquerque

Pensando...

Penso, Deitado á beira mar nas caraíbas, Cheiro a maresia, Cheiro a bronzeador e protector solar, Em corpos harmoniosos, perfeitos, Deambulando pela costa, Em calções e biquínis coloridos, Sarapintando o azul turquesa do mar. Escuto sons do caribe, Animadores de praia nos ritmos de zumba ou salsa, O ecoar suave das ondas, Aves migratórias ou características deste ponto do globo, Um quadro delicioso de que me lembro de 2017. Penso, Em dias intensos de trabalho, Azáfama dum 13 de Maio por Fátima, Em ano de visita do Papa Francisco, Pensar muito na logística de como fazer para minorar dificuldades, Eliminar hipóteses de negações, Penso em objectivos cumpridos, Satisfação e ambição num novo futuro, Num novo rumo. Penso, Também em perdas, O ano também trouxe tristezas, Falecimento de minha mãe, Falecimento também de alguns conhecidos, Que inevitavelmente marcaram alguns dias. Penso, Penso sempre nas minhas filhas, No rumo de nossas vidas, O que foi ou ainda nã...

Eternidade

Eternos, Serão segundos que o tempo marcou. Eternos, Serão momentos vividos que não se esquecem. Eternos, Serão aqueles que amam e sabem amar com intensidade. Eternos, Serão poemas e frases que a vida gravou. Eternos, Serão os beijos das mais belas histórias de amor. Eternos, Serão os dias que sempre lembramos e não sabemos esquecer. Eternos, Serão os anos em que os apaixonados cruzam vidas fabricando lindas histórias de amor. A eternidade, Estará em cada segundo, em cada momento, em cada individuo apaixonado, em cada poema que escreve, em cada beijo, todos os dias, todos os anos, Eternamente. Pedro Albuquerque

Sem abrigo

Olhar moribundo, Triste, Cheiro nauseabundo, Rejeitado, Sem rumo, Deambulando ao acaso, Luta pela sobrevivência, Com fome, Pedaços de cartão na noite fria, Aguardando. Passam pessoas de olhar indiferente, Desgraçado também pessoa, Talvez já nem se pense que é. Vida madrasta, Levou o rumo e percurso, Vida também farta talvez, O tempo que passou, Levou o abrigo, Mas levou a dignidade, Levou amigos e familia, Difícil de repor novamente. O tempo, O destino, Vida desviante, Drogas álcool e outros males, A vida só por si condenou, Fez da rua casa, Transformou em sem abrigo, Seres e pessoas como nós, Podias ser tu ou eu, Podia ser qualquer um. Não vou julgar, Também não sei como ajudar, Nem sei se querem ajuda, Ou se apenas sabem viver essa vida, Talvez até disfrutem da liberdade, Talvez... Sei que são pessoas, São alguns de nós, São de carne e osso, Apenas perdidos no mundo, Procurando o seu tempo, Um caminho para a sobrevivência, O seu abrigo, ...

Caminhando...

Caminho pela rua, Lerdo, Despreocupado, Escuto excertos de conversas, Lamentos a praguejar, Coisas fúteis sem interesse, Sigo caminho. Penosamente pedestro, Respiração ofegante, Mente a divagar em juízos cruzados, Voando, Naufragada no mar do pensamento, Sem terra firme á vista. Atalho por percursos desconhecidos, Ás vezes descarrilo, Desvario. Outras encontro-me, Sou pedaço de matéria, Equação decifrada, Matemática certa. Lerdo, Pela rua, Cabeça na lua, Desvairado, Quase naufragado, Ainda sou pedaço de matéria, Voo e sigo meu caminho. Pedro Albuquerque

Alucinações...

Mergulhado no silêncio, Um vazio no meu peito, Pedaços de nada neste dia, No meu íntimo não encontro esperança. Estou perdido, Vazio do que podia estar cheio, Nada pode tirar-me a penumbra, Não há sons, Apenas ilusões  que invadem minha imaginação, Alucinações. Natal outra vez, Passou e minha alma em desespero, Não consigo as palavras que seriam certas, Não consigo gritar sons que não saem, Apenas silêncio, Não tenho vez nem voz, Apenas estou cheio de nada, Sinto medo, Talvez perdido para sempre. Debaixo do mesmo céu, Ecoa agora a chuva, Que amplia minha angústia, Meu pleno vazio de sentimentos. Sinto-me pássaro a voar, Os meus voos não me levantam, Talvez  esteja rendido, Gritar não posso nem consigo, Não sei se ainda respiro, Não sei se vivo ou sobrevivo apenas, Sinto-me perdido, Desgraçado. Normalmente não sei perder, Dou o corpo á luta, Enfrento mares e tempestades, Entrego-me. Não sei se ainda posso, As forças desvanecem-se, O tempo...

Momentos...

Pedaços Não posso reverdecer momentos, Transientes serão os dias de que ainda me lembro, Cada trecho que tenho na memória, É como retalho guardado, Esperando oportunidade, Ansiando um recomeço duma nova vida. Banho maria, Mussitar aos meus botões, Manter em mim os fanecos, Daqueles dias que vivemos sorrindo, As cumplicidades, As banalidades espontâneas das nossas convivências. O tempo, Utilisa-se como borracha se deixamos, Faz reset ao mais visível, Mas há dias atrás que não apagam, Momentos que eternamente ficam, São os pedaços que contam, Os  mais lídimos que guardo, Os meus pedaços. Pedro Albuquerque

Não escreverei um livro

Nunca escreverei um livro Não posso tentar escrever um livro, As frases que escrevo não se enquadram, Os meus textos são conjuntos de palavras inúteis, Não seriam suficientemente boas para estar contidas num livro. Um livro tem narrativa cuidada, Tem pontuação correcta, textos claros e viciantes, Um livro se for um drama/romance emociona e apaixona quem o lê, O que escrevo é enfadonho e não causa emoção na sua leitura. Se um livro for científico ou técnico tem conhecimento contido e enriquece quem o lê. Um livro religioso tem conceitos e opções de vida, Amplia a crença e devoção dos fieis. Um livro de poemas apesar de não ter uma pontuação tão cuidada, Exige uma escrita com emoção, apaixonada e apaixonante, Normalmente com uma carga emocional forte e com alma. Não posso ousar aceitar a opinião de quem acha que devo tentar escrever um livro, Seria muito pretensioso achar que tal seria possivel, Gosto de escrever para mim, Partilhar alguns textos para os poucos que se ...